Gravura francesa medieval - os músicos
AS CANTIGAS
«As cantigas trovadorescas galego-portuguesas são um dos patrimónios mais
ricos da Idade Média peninsular. Produzidas durante o período, de cerca
de 150 anos, que vai, genericamente, de finais do século XII a meados
do século XIV, as cantigas medievais situam-se, historicamente, nas
alvores das nacionalidades ibéricas, sendo, em grande parte
contemporâneas da chamada Reconquista cristã, que nelas deixa, aliás,
numerosas marcas.»
A LÍNGUA
«O Galego-Português era a língua falada na faixa ocidental da Península
Ibérica até meados do XIV. Derivado do Latim, surgiu progressivamente
como uma língua distinta anteriormente ao século IX, no noroeste
peninsular. Neste sentido, poderemos dizer que, mais do que designar uma
língua, a expressão Galego-Português designa concretamente uma fase
dessa evolução, cujo posterior desenvolvimento irá conduzir à
diferenciação entre o Galego e o Português atuais. Entre os séculos IX e
XIV, no entanto, e com algumas pequenas diferenças entre modos de falar
locais, a língua falada ao norte e ao sul do rio Minho era
sensivelmente a mesma.»
OS GÉNEROS DE CANTIGAS
«[Os] principais géneros da poesia galego-portuguesa profana são a cantiga de amor (canto em voz masculina), a cantiga de amigo (canto em voz feminina) e a cantiga de escárnio e maldizer
(cantiga satírica, respetivamente com ou sem equívoco). Paralelamente a
estes três géneros principais, os trovadores e jograis cultivaram
ainda, se bem que de forma esporádica, alguns outros géneros, como a tenção (disputa dialogada), o pranto (lamento pela morte de alguém), (...) ou a pastorela (narrativa de um encontro entre o trovador e uma pastora).»
(Fonte utilizada nos excertos acima)

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