quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Verdadeiro ou falso?

VERSÃO A

2. Identifique as afirmações verdadeiras (V) e falsas (F), escrevendo V ou F junto de cada a uma das alíneas, na folha de respostas.

V

a)

Em “a ciência avança que é uma barbaridade, mas eu, a esta ciência não a quero.”, o elemento sublinhado garante a coesão frásica, por coordenação.

F

b)

No segmento “a esta ciência não a quero”, os elementos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical.

V

c)

Em “apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas” é usada a conjunção coordenativa disjuntiva.

F

d)

Em felizes ou nefastas” as palavras sublinhadas são sinónimos.

F

e)

A frase “A criança que acaba de nascer não tem memória” é simples.

F

f)

A expressão “apraz-me declarar” (l.7) significa «pesa-me declarar».

V

g)

Na expressão “Sou um bicho da terra”, o autor pronuncia-se metaforicamente sobre a sua condição humana.

V

h)

Na expressão “capaz de apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas” está presente uma enumeração.

F

i)

Em “a julgar por informações recentíssimas”(l.15), o adjectivo está no grau superlativo absoluto analítico.



VERSÃO B

2. Identifique as afirmações verdadeiras (V) e falsas (F), escrevendo V ou F junto de cada a uma das alíneas, na folha de respostas.

V

a)

Em “apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas”(ll.19-20) é usada a conjunção coordenativa disjuntiva.

V

b)

Em “a ciência avança que é uma barbaridade, mas eu, a esta ciência não a quero.”, o elemento sublinhado garante a coesão frásica, por coordenação.

F

c)

Em felizes ou nefastas” as palavras sublinhadas são sinónimos.


F

d)

A expressão “apraz-me declarar” (l.7) significa «pesa-me declarar».

F

e)

A frase “A criança que acaba de nascer não tem memória” é simples.

F

f)

No segmento “a esta ciência não a quero”, os elementos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical.

V

g)

Na expressão “Sou um bicho da terra”, o autor pronuncia-se metaforicamente sobre a sua condição humana.

F

h)

Em “a julgar por informações recentíssimas”(l.15), o adjectivo está no grau superlativo absoluto analítico.

V

i)

Na expressão “capaz de apagar todas as memórias, boas ou más, felizes ou nefastas” está presente uma enumeração.


Ler nas linhas e nas entrelinhas


Tal como prometido, deixo a correcção das

versões A e B do exercício.

Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos. Esta frase, brotada da minha cabeça há muitos anos, no fervor de uma das múltiplas conferências e entrevistas a que o meu trabalho de escritor me obrigou, além de me parecer, imediatamente, uma verdade primeira, daquelas que não admitem discussão, reveste-se de um equilíbrio formal, de uma harmonia entre os seus elementos que, pensava eu, contribuiria em muito para uma fácil memorização por parte de ouvintes e leitores. Até onde o meu orgulho vai, e apraz-me declarar que não chega muito longe, envaidecia-me ser o autor da frase, embora, por outro lado, a modéstia, que também não me falta de todo, me sussurrasse de vez em quando ao ouvido que tão certa era ela como afirmar com toda a seriedade que o sol nasce a oriente. Isto é, uma obviedade.

(Excerto do texto de José Saramago)


A resposta assinalada a negrito é a correcta

VERSÃO A

Registe a versão do seu exercício e responda ao questionário seguinte.

1. Para responder aos itens 1 a 6, seleccione, em cada um dos itens, a única alternativa que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreva, na folha de respostas, o número de cada item, seguido da letra que identifica a alternativa correcta.

1.1. O sentido da frase “Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos.” é o de que:

A. sem memória perderíamos a qualidade de humanos.

B. sem memória seríamos incapazes de viver.

C. é a memória que nos define.

D. é a memória que nos dá equilíbrio formal e harmonia.

1.2. Segundo o autor, a referida frase - “Somos a memória (…) não saberíamos quem somos”:

A. constitui uma verdade que, de vez em quando, alguém lhe sussurra ao ouvido.

B. anda na cabeça do escritor há muitos anos.

C. refere-se ao fervor próprio de uma das suas múltiplas conferências.

D. traduz uma sentença insofismável.

1.3. O autor apresenta-se como:

A. muito orgulhoso e muito modesto.

B. limitado no orgulho e modesto.

C. nem orgulhoso nem modesto.

D. bastante orgulhoso, embora limitadamente modesto.

1.4. A palavra «seriedade» (l. 10) é formada por:

A. um processo morfológico que consiste em associar duas formas de base.

B. um processo analógico de associação entre um sufixo a uma forma de base.

C. um processo morfológico que consiste em associar um prefixo a uma forma de base.

D. um processo morfológico que consiste em associar um sufixo a uma forma de base.

1.5. Com a frase “[a]nossa memória [integra-se] por assim dizer, no grupo das espécies em vias de extinção”, o autor refere-se à descoberta:

A. de uma molécula com capacidade de apagar as memórias.

B. da sua própria perda de memória, devido à idade avançada.

C. de uma molécula que deixa o cérebro livre da carga recordatória à nascença.

D. da inexistência de capacidade de memória nos bebés.

1.6. Em relação à publicação da referida descoberta, o autor:

A. considera este avanço da ciência uma barbaridade.

B. não a deseja, porque se habituou a ser o que a memória fez de si.

C. não a deseja, porque os seus actos nem sempre foram os mais merecedores.

D. não está de todo descontente com o resultado da investigação.



VERSÃO B

Registe a versão do seu exercício e responda ao questionário seguinte.

1. Para responder aos itens 1 a 6, seleccione, em cada um dos itens, a única alternativa que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreva, na folha de respostas, o número de cada item, seguido da letra que identifica a alternativa correcta.

1.1. O sentido da frase “Somos a memória que temos, sem memória não saberíamos quem somos.” é o de que:

A. é a memória que nos dá equilíbrio formal e harmonia.

B. sem memória seríamos incapazes de viver.

C. é a memória que nos define.

D. sem memória perderíamos a qualidade de humanos.

1.2. Segundo o autor, a referida frase - “Somos a memória (…) não saberíamos quem somos”:

A. traduz uma sentença insofismável.

B. refere-se ao fervor próprio de uma das suas múltiplas conferências.

C. constitui uma verdade que, de vez em quando, alguém lhe sussurra ao ouvido.

D. anda na cabeça do escritor há muitos anos.

1.3. A palavra «seriedade» (l. 10) é formada por:

A. um processo morfológico que consiste em associar um prefixo a uma forma de base.

B. um processo morfológico que consiste em associar um sufixo a uma forma de base.

C. um processo analógico de associação entre um sufixo a uma forma de base.

D. um processo morfológico que consiste em associar duas formas de base.

1.4. O autor apresenta-se como:

A. nem orgulhoso nem modesto.

B. bastante orgulhoso, embora limitadamente modesto.

C. limitado no orgulho e modesto.

D. muito orgulhoso e muito modesto.

1.5. Com a frase “[a]nossa memória [integra-se] por assim dizer, no grupo das espécies em vias de extinção”, o autor refere-se à descoberta:

A. da inexistência de capacidade de memória nos bebés.

B. de uma molécula com capacidade de apagar as memórias.

C. da sua própria perda de memória, devido à idade avançada.

D. de uma molécula que deixa o cérebro livre da carga recordatória à nascença.

1.6. Em relação à publicação da referida descoberta, o autor:

A. não a deseja, porque os seus actos nem sempre foram os mais merecedores.

B. considera este avanço da ciência uma barbaridade.

C. não está de todo descontente com o resultado da investigação.

D. não a deseja, porque se habituou a ser o que a memória fez de si.


Mais notícias na próxima edição.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Rapariga que Roubava Livros


Música «Searching»

Revisitação das cenas de Liesel e Max: quando este está escondido na cave dos seus pais adoptivos,quando desaparece, quando vai a caminho do campo de concentração de Dachau e Liesel o reencontra por entre a multidão de judeus.


A palavra ao autor


Markus Zusak

A Rapariga que Roubava Livros


No blogue do 11º - deve-e-haver - há mais informação sobre os livros do contrato de leitura/do Concurso Nacional de Leitura.
  • Uma rapariga
  • Algumas palavras
  • Um acordeonista
  • Alguns alemães fanáticos
  • Um pugilista judeu
  • E uma boa dose de furtos
Não podes perder o romance:

A Rapariga que Roubava Livros

Num tempo em que alguns homens os queimavam!




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sinopse do livro de Markus Zusak



Quando a morte nos conta uma história
temos todo o interesse em escutá-la.

Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito.

E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado.

Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

Informação fornecida pela editorial Presença


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Leituras - As Intermitências da Morte

E se a morte deixasse de matar?


"Todos os meus livros partem de uma situação improvável ou impossível, sem excepções.”José Saramago


"Se algum talento tenho, é transformar o improvável e o impossível em algo provável e possível. Quero que gostem desse livro por duas razões porque el e merece e porque eu mereço", disse Saramago.

O romance mostra como a agitação e alegria provocadas num país imaginário pela reforma da Morte se convertem logo a seguir num motivo de preocupação, pelo impacto político, económico, social e até religioso da nova situação.

O escritor português avançou que seu novo romance é "extremamente divertido" e que fala sobre a morte "e, portanto, é um livro sobre a vida".

A ausência de mortes de um dia para o outro, sonho milenar da Humanidade, como explicou José Saramago, converte-se repentinamente numa dor de cabeça para governantes e cidadãos.

"Como o tempo não pararia, as pessoas envelheceriam e ficariam numa situação de velhice eterna", afirmou o escritor no lançamento da sua obra.

Com uma população envelhecida, o governo desse país imaginário não sabe como resolver o problema da Segurança Social, as pessoas deixam de saber o que fazer com uma existência imortal e até a fé cristã fica em xeque, pois sem morte não há ressurreição nem vida eterna, comentou José Saramago.


O escritor revelou que teve a ideia de escrever esta obra ao ler um livro que relatava a morte de um pessoa e começou a pensar no que aconteceria se os homens não morressem. "O ser humano alimentou sempre a esperança de conseguir a imortalidade, mas sem a Morte a Vida seria um caos", comentou.


"Quando nasci, a esperança de vida na minha aldeia era de 35 anos e dentro de três semanas faço 83 anos, por isso já me sinto um bocado a entrar na eternidade", gracejou.

Lê a entrevista completa em: