Nome do Aluno: ……………………………………………………………………………………………
AVALIAÇÃO DA SÍNTESE
Aspeto a observar
Exemplos do texto
“Irão as nanomáquinas dominar-nos?”
Contração do texto dentro dos
limites
120 a 145 palavras(1/3 de 397 = 132)
Manutenção da sequência de
apresentação das informações
(não obrigatória, desde que a
alteração se justifique, com associação entre parágrafos ou contração de
informação afim)
- Os humanos evoluíram com base
na tecnologia
- As tecnologias – de grande
escala e microscópica - comportam
vantagens e riscos
- Mantém-se o fascínio pelas
novas tecnologias e o frenesim da inovação
- Produto da nanotecnologia,
haverá uma nova classe de seres artificiais, capazes de se autorreproduzir,
- As nanomáquinas terão larga
aplicação, da informática ao armamento, e provocarão grandes alterações
Manutenção da estrutura interna
dos parágrafos
Ex. Não “partir” as informações
contidas no 1º e no último parágrafo; têm uma lógica interna
Manutenção das coordenadas
espácio -temporais
-Desde os primeiros homens/
Desde as cavernas/ Desde sempre/
- no início /inicialmente
- começámos/passámos/depois = desde …até
- há 2 milhões de anos
- Hoje/em pleno século XXI = atualmente
- Há mais de dez anos
- No século XXI
Manutenção das
palavras/expressões essenciais (ou equivalentes)
Tempos remotos / seres humanos
/ progredir / tecnologia(s) / objetos de pedra e osso/materiais sintéticos/
inovar/ consequências/ fascínio pelas novas tecnologias/nova era de poder
tecnológico/ seres artificiais/autorreproduzir-se/ nanotecnologia e/ou
nanomáquinas/ século XXI
Manutenção da articulação
lógica entre as partes do texto, através de conectores frásicos, advérbios de
interligação ou outros elementos estruturantes
Desde…Começámos por …passámos
….e, depois… ; Em termos globais…; Contrariados, aprendemos que…; mas também…
(3) ; Mesmo assim…; Hoje…; Todavia…;
Substituição de
vocabulário com marcas pessoais por palavras ou expressões equivalentes
ex. nossos/ símios cavernícolas evoluídos/ Contrariados, compreendemos
…/comporta uma ambígua mistura de consequências/mergulha-nos… /enxame letal/
ameaçadora praga mecânica/afã/ «vivos» no sentido aceitável da palavra…
Expressões mais económicas
Seres humanos;homens/Homem; conseguimos
progredir > progrediram/… por
objetos feitos de pedra e osso, passámos para os metais, e, depois, para os
materiais sintéticos > dos objetos de pedra e osso aos materiais
sintéticos/ Hoje, em pleno século XXI > Atualmente/ se mostram preocupados > se preocupam
Uso da 3ª pessoa e do discurso
indireto
Substituir o uso da 1ª pessoa
do plural; não usar citações
"A reportagem é uma narrativa longa que resulta de um processo de investigação e documentação intenso (por vezes tem por base uma notícia).
O repórter desenvolve de forma detalhada um determinado tema, deixando, normalmente, transparecer a sua interpretação pessoal dos factos.
A reportagem é frequentemente acompanhada de fotografias e testemunhos que reforçam o seu carácter documental.
É redigida num estilo cuidado, mas acessível. A transmissão de informação deve ser feita de uma forma detalhada e objectiva daí que exija do repórter poder de selecção e organização dos dados recolhidos e uma perspicaz interpretação dos factos.
A reportagem pode ser divulgada na imprensa na televisão ou na rádio.
É um género jornalístico tendencialmente longo e, por isso, necessita de recorrer a determinados mecanismos, que o tornem apelativo. (...)
A reportagem é um texto jornalístico redigido num registo de língua corrente, porque se dirige a um público vasto e heterogéneo.
O seu discurso é essencialmente objectivo, se bem que perpassado por marcas de subjectividade quando o repórter transmite a sua interpretação dos factos.
Centra-se sobre uma acção, um acontecimento ou uma personalidade que não o repórter, e, por isso, utiliza a terceira pessoa gramatical.
A função da linguagem predominante é a informativa, já que o seu objectivo central é a transmissão de informação.
A informação veiculada é aprofundada, já que desenvolve um tema de grande interesse."
É narrativa breve, de carácter informativo, de um acontecimento real, com atualidade e interesse para um público vasto.
Destinada à difusão pelos vários meios de comunicação social, esta narrativa deve ser direta e eficaz, com recurso a vocabulário claro, simples e objectivo.
Na notícia predomina o modo indicativo, porque este modo exprime acontecimentos ou estados reais.
Os modos conjuntivo e condicional não são, por norma, utilizados, já que encaram o facto expresso pelo verbo como algo incerto ou hipotético, instalando a dúvida no leitor.
Outras características linguísticas da notícia:
frases de tipo declarativo, as quais devem ser curtas e pouco complexas;
preferência pela ordem direta da frase (sujeito, predicado, complementos);
predomínio nível de língua corrente;
predomínio da função informativa da linguagem;
utilização frequente de nomes e de verbos de ação e movimento;
ausência ou recurso moderado de adjetivos qualificativos, principalmente dos que emitem juízos de valor.
Estrutura da notícia
Antetítulo - indica o assunto geral. Nem sempre está presente nas notícias.
Título - dá conta do facto principal. Deve ser curto e atrativo.
Subtítulo - refere aspetos particulares relevantes. Nem sempre está presente nas notícias.
Os títulos da notícia
Os títulos das notícias são extremamente importantes para captar a atenção do leitor e despertar a sua curiosidade para a leitura integral do texto; por isso, há diversas técnicas e regras para a elaboração de títulos:
estar de acordo com o parágrafo guia/«lead»
constituir unidade de
sentido por si só
recorrer a frases nominais;
recorrer a metáforas, desde que o sentido seja claro;
usar humor, mas nunca a caricatura;
mesmo os títulos descritivos não devem exceder as seis palavras
Lead (ou parágrafo-guia ou cabeça)
"O «lead» determina sempre a construção do texto e o título da
peça. Por isso, a sua escolha nunca pode ser obra do acaso ou de um capricho
formal. Seja qual for o ângulo que o jornalista privilegie no arranque de um
texto, é a partir daí que o leitor deve captar o sentido global da narrativa. O
encadeamento dos factos tem de respeitar uma sequência lógica, em que os
elementos informativos vão decrescendo de importância até ao fim.", in Livro de estilo do Jornal Público
O «lead» corresponde ao 1º parágrafo, no qual se exprime o sentido global da narrativa. Responde às quatro perguntas essenciais:
Quem? - os agentes da acção.
O quê? - o que aconteceu ou vai acontecer.
Onde? - o local do acontecimento.
Quando? - a data.
O «lead» de uma notícia não deve ultrapassar os 300 caracteres,
podendo comportar mais do que um período.
não deve começar:
com uma negativa nem de forma interrogativa ou
condicional.
por um gerúndio
por uma conjunção ou expressões gastas do
tipo "como se sabe", "registe-se", "recorde-se", "de acordo",
Corpo da notícia
Corresponde aos restantes parágrafos, em que ocorre o desenvolvimento:
Como? - as circunstâncias, o contexto.
Porquê? - os motivos e as razões.
Para quê? - a finalidade (nem sempre esta questão é respondida)
Fósseis encontrados por um amador há 16 anos numa praia da Lourinhã e agora identificados por cientistas portugueses e espanhóis revelaram a existência de um dinossauro raro na Europa, o carnívoro ceratossauro, de acordo com um estudo agora publicado.
"É o único exemplar mais completo em Portugal e na Europa. Além deste, conhece-se apenas alguns dentes isolados", afirmou à agência Lusa Elisabete Malafaia, da Universidade de Lisboa que subscreve o estudo, agora publicado na revista "Historial Biology", em conjunto com o português Bruno Silva e com os espanhóis, Francisco Ortega e Fernando Escasso, da Universidade Nacional de Educação à Distância, de Madrid.
Os especialistas conseguiram identificar os fósseis como pertencentes à pata direita de um dinossauro "ceratosaurus", um carnívoro terópode, bípede e de grande porte, com 140 milhões de anos, e que podia chegar aos sete metros de comprimento.
O estudo de comparação e medição dos ossos encontrados pelo Museu da Lourinhã, onde existem dentes e fósseis de uma pata esquerda de ceratossauro, permitiu aos investigadores concluir que "os novos fósseis agora identificados são provenientes da mesma jazida dos do Museu da Lourinhã e pertencem ao mesmo animal" identificado pelos paleontólogos do museu a partir de dentes e de ossos da pata esquerda, que aí estão expostos.
A existência de uma crista nas articulações das patas, característica única até agora conhecida e atribuída àquele género, foi o principal indicador de que se tratava do mesmo animal, tendo também em conta a localização e a raridade de ambos os achados.
O conjunto de fósseis deste animal existente em Portugal constitui o registo mais completo do género "ceratosaurus" existente fora da América do Norte, onde este género estava identificado desde pelo menos o ano 2000.
Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão08 maio 2014, in DN. http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3852108
Opinião, interpretação, informação
"Tal como não existe objectividade em estado puro, não existem
nos textos jornalísticos fronteiras absolutas entre informação, interpretação e
opinião. De qualquer modo, há três níveis essenciais na construção das peças:
a
apresentação dos factos, que podem ser a divulgação da opinião de terceiros — a
informação;
o relacionamento desses factos entre si — a interpretação;
o juízo
de valor sobre esses factos — a opinião.
Na notícia predomina a apresentação dos factos. É uma evidência
que decorre da própria estrutura da notícia, do seu espaço e do seu tempo.
Espaço curto, tempo imediato.(...)
É na reportagem e no inquérito que a interpretação dos factos
encontra a sua expressão mais desenvolvida. Mas essa interpretação tem,
frequentemente, uma fronteira difusa com a opinião, na medida em que a
subjectividade do olhar do jornalista o leva a escolher um ângulo de abordagem
dos acontecimentos e situações que observa e descreve. Aí intervém a necessidade
da distanciação e a preocupação da imparcialidade. Interpretar não é julgar, mas
explicar o porquê e o como das situações.
Enquanto na notícia predominam o quem
e o quê, a reportagem e o inquérito procuram saber mais sobre o como e o porquê." Jonal Público. Livro de estilo
As descrições consistem na apresentação de diversos aspetos que caracterizam
pessoas e personagens (traços físicos, atributos psicológicos), espaços
(físicos, psicológicos ou sociais), fenómenos atmosféricos e todo o tipo de
objetos. As cores, as formas, as linhas, os sons, os cheiros, os pormenores que permitem «ver» a realidade que se deseja descrever são muito relevantes.
As
sequências textuais descritivas surgem frequentemente articuladas com
sequências textuais de outros tipos. Por exemplo, em textos narrativos como o CONTO é
frequente surgirem sequências descritivas que permitem caracterizar uma
personagem ou um espaço físico e/ou social, por forma a enquadrar ou mesmo
motivar o desenrolar da ação.
DESCRIÇÃO
Apresenta
como características:
a)apresentação de
informações sobre personagens, espaços e toda a variedade de objetos;
b)partição do objeto de
observação em pontos de focalização;
Øvocabulário associado
aos sentidos, em particular a visão (visualismo; cromatismo)
Øverbos predicativos ser, estar, parecer,
ficar…;
Øverbos no presente e pretérito
imperfeito do
indicativo;
Ømarcadores espaciais (ali, ao longe, em cima,
do lado esquerdo, mais perto, etc.).
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Ainda hoje não
gosto de atravessar os longos corredores das velhas
casas com grandes retratos pendurados nas paredes. Há
olhos que nos seguem do alto e nunca se sabe o que de
repente pode acontecer.
Havia
na casa da tia Hermengarda um quadro deslumbrante.
Ficava ao cimo das escadas, à entrada do corredor que
dava para os quartos de dormir. Mesmo assim, rodeado de
sombras, irradiava uma luz que só podia vir de dentro
da dama do retrato. Não sei se da blusa muito branca,
se dos olhos, às vezes verdes, às vezes cinzentos. Não
sei se do sorriso, às vezes alegre, às vezes triste.
Eu parava muitas vezes em frente do retrato. Era talvez
o único que não me assustava. Creio até que dele se
desprendia uma luz benfazeja, que de certo modo me
protegia.
Mas
havia um mistério. Ninguém me dizia quem era a senhora
do retrato.