domingo, 29 de junho de 2014

NOGUEIRA EM REVISTA|3


Parabéns a todos os que viram os seus textos publicados na NOGUEIRA EM REVISTA!

Atenção à Bárbara e à Mariana Matos:
tenho pena que não tenham conseguido ir ao lançamento.
Como os vossos textos foram publicados e têm bastante destaque, comprei a Revista para vos entregar, pois receio que esgote.

Digam como querem que vos entregue. 



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Já conhecem a NOGUEIRA EM REVISTA?


NOGUEIRA EM REVISTA ...
Sem publicidade,
Sem palha,
Sem conversas parvas.



NOGUEIRA EM REVISTA é integralmente dedicada às ideias, à criatividade, à reflexão dos colaboradores.

NOGUEIRA EM REVISTA é integralmente desenhada por alunos de Design Gráfico.


Querem mais razões? Todos à FEIRA!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Os amigos

O que Distingue um Amigo Verdadeiro  

Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

Ser Português

Ser Português é Difícil 




 Os Portugueses têm algum medo de ser portugueses. Olhamos em nosso redor, para o nosso país e para os outros e, como aquilo que vemos pode doer, temos medo, ou vergonha, ou «culpa de sermos portugueses». Não queremos ser primos desta pobreza, madrinhas desta miséria, filhos desta fome, amigos desta amargura. Os Portugueses têm o defeito de querer pertencer ao maior e ao melhor país do mundo. Se lhes perguntarmos “Qual é actualmente o melhor e o maior país do mundo?”, não arranjam resposta. Nem dizem que é a União Soviética nem os Estados Unidos nem o Japão nem a França nem o Reino Unido nem a Alemanha. Dizem só, pesarosos como os kilogramas nos tempos em que tinham kapa: «Podia ter sido Portugal...» E isto que vai salvando os Portugueses: têm vergonha, culpa, nojo, medo de serem portugueses mas «também não vão ao ponto de quererem ser outra coisa».

Revela-se aqui o que nós temos de mais insuportável e de comovente: só nos custa sermos portugueses por não sermos os melhores do mundo. E, se formos pensar, verificamos que o verdadeiro patriotismo não é aquele de quem diz “Portugal é o melhor país do mundo” (esse é simplesmente parvo ou parvamente simples), mas, sim, de quem acredita, inocentemente, que Portugal «podia ser» (ou ter sido) o melhor país do mundo e (eis a parte fundamental, que separa os insectos dos cicofantas) «tem pena que não seja», uma pena daquelas que ardem para toda a vida nos peitos profundos das pessoas boas.

Ser português não é nem a sorte com que sonhamos (não queriam mais nada — nascer logo uma coisa boa!) nem o azar com que vamos azedando. Ser português é um «jeito que se aprende». Não é coisa que vá à bruta ou à má fila. Não é bem que vá a bem (precisa de ser ajudado), mas também não é mal que vá à bruxa. Ser português não é tanto ser feito à imagem de Deus, como os outros povos (todos eles felizes), como estar, à partida, «feito». Cada vez que nasce um ser humano e olha para o bilhete de identidade e verifica que calharam os pedregulhos e os pêsames da portugalidade, diz logo “Pronto — estou feito — sou português”. Devia ter juízo. A única coisa que o absolve é ter, também, razão.

Ser português é «difícil». O resto do mundo não compreende que os Portugueses são especiais, diferentes, bastante giros, bem-educados, antigos, espertos, casos sérios. O resto do mundo acredita sinceramente que o mundo seria exactamente o mesmo sem os Portugueses. Para a grande maioria da população da Terra, a própria «existência» de Portugal é uma surpresa. E não se julgue automaticamente que se trata de uma grande surpresa ou, sequer, de uma surpresa «boa». É mais uma surpresa do género “Ah, sim?”. Como quem aprende que o «baseball» teve origem nos «rounders ingleses». Ah, sim? Que giro! Agora sai da frente do televisor que eu quero ver se este Babe Ruth era tão bom como diziam. Para o resto do mundo, os feitos dos Portugueses não pertencem à história fundamental do Universo. Pertencem, quando muito, à secção dos passatempos, do “Não me digas!” e do “Acredite se quiser”. Ser português é um ser delicado. Ser português não é «ser humano». É ser que tem muito para fazer só para ser «vivo».

Os políticos dizem que é preciso andar para a frente, modernizar, desenvolver, «mudar» Portugal, presumivelmente para melhor, porque este (nisto estão todos de acordo) não presta. Os poetas sonham com países que nunca existiram ou existirão, ou que já existiram e jamais existirão outra vez. Ninguém está contente com o que é, ou com onde está, ou com o que tem. Os Portugueses, o povo, a nação, os ditos, os implicados, envolvidos e lixados, esses nem ideia têm ou fazem — para eles a própria noção de Portugal foi um raio de ideia para começar. Mas o que é preciso não é nem tão drástico nem tão espectacular. O que é preciso é «continuar» Portugal.

Continuar Portugal não é uma acção delicada, ou uma campanha urgente, ou uma tarefa que exija o sacrifício de todos os cidadãos. É simplesmente continuar a perguntar, a barafustar, a amaldiçoar o dia em que se nasceu desta cor, nesta pele, com este coração mole e fácil de apertar e espremer. Continuar Portugal é acreditar que a vida seria pior sem ele, pior se a Europa começasse pela Espanha, pior se fôssemos suíços ou belgas ou finlandeses. Continuar Portugal é ser português e dizer “Pronto, que se lixe, o que é que eu hei-de fazer?”. E acreditar na diferença que faz a nossa maneira de ser, e de sermos portugueses, como um cardiologista acredita que o coração foi feito para continuar a bater.
E foi. E, o que é mais engraçado, continua!

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dúvidas e alertas

 

 Espero que não se revejam neste cartoon irónico!

Para últimas dúvidas - registem em comentários até às 13h30 de 4ª  feira  e/ou vão à sala A 1 04, às 14h40.

Mas atenção - dúvida é isso mesmo: específica, apontada a um ponto exato, o que implica ter estudado. Valeu?



À tarde:
  • Entrar a horas; preencher devidamente o cabeçalho
  • Ler o enunciado todo, bem como as cotações antes de começar a responder - para ter ideia da lógica, da matéria e da sequência
  • Registar a VERSÃO - 1 ou 2
  • De preferência seguir a ordem do exercício - grupos I, II e III
  • Se optarem por começar por outro grupo, façam tudo desse grupo; não saltitem, porque perdem a lógica interna de cada parte.
  • No grupo I,  como nos nossos testes, deem respostas completas, fundamentem, expliquem, analisem e exemplifiquem. Não fiquem só pelos exemplos (= 0!)
  • Na questão B., de acordo com o pedido na matriz, têm de revelar conhecimento do ponto da matéria que sair, documentando a vossa experiência de leitura, e dar exemplos, se tal for pedido. Não citem de cor: ou se lembram seguramente de frases, expressões, etc.  e citam entre aspas ou referem, por palavras vossas, sem aspas.
  • No grupo III - pensem, registem tópicos e exemplos na folha de rascunho; encontrem a lógica - o que sei e penso sobre o tema? o que vou defender? qual vai ser a razão da minha posição? que exemplos da realidade vou buscar? 
  • Respeitem o tema e escolham apenas 2 ou 3 tópicos dentro desse tema. Não se afastem! 
  • NÃO deem razões e exemplos «patarecos» - pensem realmente como cidadãos, alunos, portugueses, gente do mundo de hoje. As vossa respostas/posições são mesmo para levar a sério.
  • Façam ligações entre os parágrafos - nenhum parágrafo com menos de 5-6 linhas; cada parágrafo tem de ter uma ideia completa, sempre ligado ao que vinha antes e dando entrada para o que vem a seguir.
  • Frase de fecho - deve ser clara, sucinta, rematando com força e de modo sugestivo o texto.

Bom trabalho!






sábado, 24 de maio de 2014

Um ano passou!


Um ano é feito de muitos momentos e aprendizagens.
De acordo com a vossa solicitação, deixo o lembrete de alguns 
dos «posts» com reforço da matéria gramatical: basta 
procurarem na barra lateral o mês e a matéria 

 
Maio
Coesão temporal
Tempos verbais

Aspeto verbal (revisões)

Março

Funções sintáticas 

(revisão - geral)

Fevereiro

Aspeto verbal - versão + explicativa

Janeiro
Os adjetivos qualificadores
Os adjetivos relacionais
  Processos de formação de palavras
Dezembro
O «modificador de frase»
 Principais locuções prepositivas
Orações subordinadas substantivas completivas e adjetivas relativas 
(restritivas e explicativas)
 Atos ilocutórios
 A progressão textual
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO 
(com Exercícios - 2 Dezembro) 
Novembro
Subordinadas
Valor semântico das conjunções e locuções conjuncionais
Exercícios 
Outubro
Trabalhos dos grupos sobre CAMÕES
RELAÇÕES ENTRE PALAVRAS: 
FONÉTICAS E GRÁFICAS 
RELAÇÕES SEMÂNTICAS



Nota: alguns documentos mais antigos podem ainda exibir a antiga ortografia. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Orações (outra vez!)

Conforme foi pedido, deixo o PPT que foi trabalhado em aula, no 2º período. 
O quadro geral das orações está em dezembro 2013.












Exercício de Português

De acordo com a informação prestada em aula, segue para vosso conhecimento a MATRIZ do EXERCÍCIO ESCRITO do 3º período,
comum a todas as turmas do 10º ano da escola.
Para um conhecimento completo dos objetivos, estrutura e cotações da prova, consulta a versão completa no moodle da escola.

Ano letivo 2013-2014
MATRIZ DO EXERCÍCIO ESCRITO DE AVALIAÇÃO SUMATIVA
 PORTUGUÊS - 10º ANO
Caracterização do exercício

-       A prova tem duas versões (Versão 1 e Versão 2).

-       A prova apresenta três grupos de itens.

-       No Grupo I avaliam-se conhecimentos e capacidades de leitura e de expressão escrita através de itens de construção. Este grupo inclui um primeiro conjunto de quatro questões, selecionadas a partir da lista de conteúdos declarativos do 10.º ano para o domínio da Leitura, sendo 3 itens de resposta restrita e um item de resposta extensa (caraterização, exposição, juízo de valor…).

-       O suporte do grupo I – A é um texto de carácter autobiográfico (Diário ou Memória ou Autobiografia ou Autorretrato ou Carta)

-       Haverá no Grupo I uma questão B - exposição ou reflexão sobre um outro tema do programa (Poesia Lírica de Camões ou Contos do séc. XX ou Textos dos Media)

-       No Grupo II, avaliam-se conhecimentos e capacidades de leitura e de funcionamento da língua.

-       No grupo II, que tem como suporte um texto informativo breve (150-200 palavras), incluem-se itens de seleção (escolha múltipla) e de construção (resposta curta).

-       O Grupo III, de avaliação de conhecimentos e capacidades no domínio da Expressão Escrita, é constituído por um item de resposta extensa. Este item apresenta orientações no que respeita à tipologia textual, ao tema e à extensão (de 150 a 200 palavras).

-       O exercício é cotado para 200 pontos


Domínios dos conhecimento e capacidades a testarvalorização:

-       Leitura ……………………………….100 pontos

-       Funcionamento da Língua…….50 pontos

-       Expressão Escrita ………………….50 pontos

Critérios de classificação

-       A classificação a atribuir a cada resposta resulta da aplicação dos critérios gerais e dos critérios específicos de classificação apresentados para cada item e é expressa por um número inteiro.

-       Nos itens de seleção, a ausência de indicação inequívoca da versão (Versão 1 ou Versão 2) implica a classificação com zero pontos.

-       Em caso de omissão ou de engano na identificação de uma resposta, esta pode ser classificada se for possível identificar inequivocamente o item a que diz respeito.

-       Até ao ano letivo 2013/2014, na classificação dos testes escritos, continuarão a ser consideradas corretas as grafias que seguirem o que se encontra previsto quer no Acordo de 1945, quer no Acordo de 1990 (atualmente em vigor), mesmo quando se utilizem as duas grafias numa mesma prova.


Fatores de penalização

-       Cada erro de ortografia, incluindo acentuação, ou de pontuação ………1 ponto

-       Cada erro de sintaxe ou de vocabulário …………………………………………….2 pontos

-       Desvio no número de palavras previstas… 1 ponto por palavra, até ao limite de 5.

-       Uma ou mais respostas escrita(s) integralmente em maiúsculas é sujeita a uma desvalorização de cinco pontos, no conjunto do teste.


Tempo
O exercício tem a duração de 100 minutos.








quinta-feira, 15 de maio de 2014

'Nano'




Avaliação do desempenho na SÍNTESE do texto Irão as nanomáquinas dominar-nos?

Objetivos:
- Refletir sobre as correções/anotações feitas pelo professor
- Identificar problemas, falhas, incorreções no resumo realizado
- Comprometer-se na procura de soluções/estratégias de remediação 

NOME______________________________________________________________ 10ºA
Aspeto a observar
Sim
Não
Em
parte
Observações/razões/
exemplos

Contração do texto dentro dos limites







Manutenção de uma sequência lógica de apresentação das informações





Manutenção da estrutura dos parágrafos ou junção de parágrafos afins







Manutenção das coordenadas de espaço e de tempo








Manutenção das palavras/expressões essenciais








Manutenção da articulação lógica entre as partes do texto, através de conectores frásicos e advérbios de interligação





Substituição de vocabulário com marcas pessoais








Uso da 3ª pessoa e do discurso indireto






Correção ortográfica e de pontuação








Correção morfossintática











Conclusão e estratégia a seguir para melhorar: …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
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