quinta-feira, 15 de maio de 2014

Irão as nanomáquinas dominar-nos?


                                                                                            «Nano»

ESCOLA SECUNDÁRIA HENRIQUES NOGUEIRA                                                          maio de  2014
PORTUGUÊS, 10º A                                                                                               Docente: Noémia Santos

Nome do Aluno: ……………………………………………………………………………………………

AVALIAÇÃO DA SÍNTESE

Aspeto a observar
Exemplos do texto “Irão as nanomáquinas dominar-nos?”

Contração do texto dentro dos limites


120 a 145 palavras  (1/3 de 397 = 132)
Manutenção da sequência de apresentação das informações
(não obrigatória, desde que a alteração se justifique, com associação entre parágrafos ou contração de informação afim)

- Os humanos evoluíram com base na tecnologia
- As tecnologias – de grande escala e microscópica - comportam
vantagens e riscos
- Mantém-se o fascínio pelas novas tecnologias e o frenesim da inovação
- Produto da nanotecnologia, haverá uma nova classe de seres artificiais, capazes de se autorreproduzir,
- As nanomáquinas terão larga aplicação, da informática ao armamento, e provocarão grandes alterações 
Manutenção da estrutura interna dos parágrafos

Ex. Não “partir” as informações contidas no 1º e no último parágrafo; têm uma lógica interna

Manutenção das coordenadas
espácio -temporais

-Desde os primeiros homens/ Desde as cavernas/ Desde sempre/
- no início /inicialmente
- começámos/passámos/depois = desde …até
- há 2 milhões de anos
- Hoje/em pleno século XXI = atualmente
- Há mais de dez anos
- No século XXI
Manutenção das palavras/expressões essenciais (ou equivalentes)

Tempos remotos / seres humanos / progredir / tecnologia(s) / objetos de pedra e osso/materiais sintéticos/ inovar/ consequências/ fascínio pelas novas tecnologias/nova era de poder tecnológico/ seres artificiais/autorreproduzir-se/ nanotecnologia e/ou nanomáquinas/ século XXI

Manutenção da articulação lógica entre as partes do texto, através de conectores frásicos, advérbios de interligação ou outros elementos estruturantes
Desde…Começámos por …passámos ….e, depois… ; Em termos globais…; Contrariados, aprendemos que…; mas também… (3) ; Mesmo assim…; Hoje…; Todavia…;
Substituição de vocabulário com marcas pessoais por palavras ou expressões equivalentes

ex. nossos/ símios cavernícolas evoluídos/ Contrariados, compreendemos …/comporta uma ambígua mistura de consequências/mergulha-nos… /enxame letal/ ameaçadora praga mecânica/afã/ «vivos» no sentido aceitável da palavra…

Expressões mais económicas

Seres humanos;homens/Homem; conseguimos progredir > progrediram/… por objetos feitos de pedra e osso, passámos para os metais, e, depois, para os materiais sintéticos > dos objetos de pedra e osso aos materiais sintéticos/ Hoje, em pleno século XXI > Atualmente/ se mostram preocupados > se preocupam
Uso da 3ª pessoa e do discurso indireto
Substituir o uso da 1ª pessoa do plural; não usar citações

Correção ortográfica e de pontuação

Correção morfossintática
Ver: articuladores; concordâncias; preposições; tempos verbais...


Rever

Parque da Fundação Serralves

Como combinado, fica o complemento da correção da aula. 

Está na hora de corrigir, confirmar, rever, melhorar! Ao trabalho!







quarta-feira, 14 de maio de 2014

Prova global

No seguimento da informação dada anteriormente, confirma-se a data do Exercício Escrito do 10º ano - prova global,
para todas as turmas da HN
 
 
28 de maio, 4ª feira, 16h00
Entrada nas salas - 15h45 -16h00
 
Em breve será divulgada a matriz do exercício.
 



terça-feira, 13 de maio de 2014

A reportagem

A reportagem
 
"A reportagem é uma narrativa longa que resulta de um processo de investigação e documentação intenso (por vezes tem por base uma notícia).
O repórter desenvolve de forma detalhada um determinado tema, deixando, normalmente, transparecer a sua interpretação pessoal dos factos.
 
A reportagem é frequentemente acompanhada de fotografias e testemunhos que reforçam o seu carácter documental.
 
É redigida num estilo cuidado, mas acessível. A transmissão de informação deve ser feita de uma forma detalhada e objectiva daí que exija do repórter poder de selecção e organização dos dados recolhidos e uma perspicaz interpretação dos factos.
A reportagem pode ser divulgada na imprensa na televisão ou na rádio.
É um género jornalístico tendencialmente longo e, por isso, necessita de recorrer a determinados mecanismos, que o tornem apelativo. (...)
 
A reportagem é um texto jornalístico redigido num registo de língua corrente, porque se dirige a um público vasto e heterogéneo.
O seu discurso é essencialmente objectivo, se bem que perpassado por marcas de subjectividade quando o repórter transmite a sua interpretação dos factos.
Centra-se sobre uma acção, um acontecimento ou uma personalidade que não o repórter, e, por isso, utiliza a terceira pessoa gramatical.
A função da linguagem predominante é a informativa, já que o seu objectivo central é a transmissão de informação.
A informação veiculada é aprofundada, já que desenvolve um tema de grande interesse."


FONTE: http://biblioblogmanias.blogspot.pt/2010/04/diferenca-entre-noticia-e-reportagem.html

Opinião, interpretação, informação



A notícia

É narrativa breve, de carácter informativo, de um acontecimento real, com atualidade e interesse para um público vasto.
Destinada à difusão pelos vários meios de comunicação social, esta narrativa deve ser direta e eficaz, com recurso a vocabulário claro, simples e objectivo.

Na notícia predomina o modo indicativo, porque este modo exprime acontecimentos ou estados reais. 
Os modos conjuntivo e condicional não são, por norma, utilizados, já que encaram o facto expresso pelo verbo como algo incerto ou hipotético, instalando a dúvida no leitor.

Outras características linguísticas da notícia:
  • frases de tipo declarativo, as quais devem ser curtas e pouco complexas;
  • preferência pela ordem direta da frase (sujeito, predicado, complementos);
  • predomínio nível de língua corrente;
  • predomínio da função informativa da linguagem;
  • utilização frequente de nomes e de verbos de ação e movimento;
  • ausência ou recurso moderado de adjetivos qualificativos, principalmente dos que emitem juízos de valor.

Estrutura da notícia
 
Antetítulo - indica o assunto geral. Nem sempre está presente nas notícias.

Título - dá conta do facto principal. Deve ser curto e atrativo.

Subtítulo - refere aspetos particulares relevantes. Nem sempre está presente nas notícias.

Os títulos da notícia
Os títulos das notícias são extremamente importantes para captar a atenção do leitor e despertar a sua curiosidade para a leitura integral do texto; por isso, há diversas técnicas e regras para a elaboração de títulos:
  • estar de acordo com o parágrafo guia/«lead»
  • constituir unidade de sentido por si só
  • recorrer a frases nominais;
  • recorrer a metáforas, desde que o sentido seja claro;
  • usar humor, mas nunca a caricatura; 
  • mesmo os títulos descritivos não devem exceder as seis palavras

Lead (ou parágrafo-guia ou cabeça)

"O «lead» determina sempre a construção do texto e o título da peça. Por isso, a sua escolha nunca pode ser obra do acaso ou de um capricho formal. Seja qual for o ângulo que o jornalista privilegie no arranque de um texto, é a partir daí que o leitor deve captar o sentido global da narrativa. O encadeamento dos factos tem de respeitar uma sequência lógica, em que os elementos informativos vão decrescendo de importância até ao fim.", in Livro de estilo do Jornal Público

O «lead» corresponde ao 1º parágrafo, no qual se exprime o sentido global da narrativa. Responde às quatro perguntas essenciais:
Quem? - os agentes da acção.
O quê? - o que aconteceu ou vai acontecer.
Onde? - o local do acontecimento.
Quando? - a data.

  • O «lead» de uma notícia não deve ultrapassar os 300 caracteres, podendo comportar mais do que um período.
  •  não deve começar:
    •  com uma negativa nem de forma interrogativa ou condicional. 
    • por um gerúndio
    • por uma conjunção ou expressões gastas do tipo "como se sabe", "registe-se", "recorde-se", "de acordo",
Corpo da notícia
 
Corresponde aos restantes parágrafos, em que ocorre o desenvolvimento:
Como? - as circunstâncias, o contexto.
Porquê? - os motivos e as razões.
Para quê? - a finalidade (nem sempre esta questão é respondida)

 
NOTÍCIA****************



Fósseis encontrados por um amador há 16 anos numa praia da Lourinhã e agora identificados por cientistas portugueses e espanhóis revelaram a existência de um dinossauro raro na Europa, o carnívoro ceratossauro, de acordo com um estudo agora publicado.

"É o único exemplar mais completo em Portugal e na Europa. Além deste, conhece-se apenas alguns dentes isolados", afirmou à agência Lusa Elisabete Malafaia, da Universidade de Lisboa que subscreve o estudo, agora publicado na revista "Historial Biology", em conjunto com o português Bruno Silva e com os espanhóis, Francisco Ortega e Fernando Escasso, da Universidade Nacional de Educação à Distância, de Madrid.
Os especialistas conseguiram identificar os fósseis como pertencentes à pata direita de um dinossauro "ceratosaurus", um carnívoro terópode, bípede e de grande porte, com 140 milhões de anos, e que podia chegar aos sete metros de comprimento.
O estudo de comparação e medição dos ossos encontrados pelo Museu da Lourinhã, onde existem dentes e fósseis de uma pata esquerda de ceratossauro, permitiu aos investigadores concluir que "os novos fósseis agora identificados são provenientes da mesma jazida dos do Museu da Lourinhã e pertencem ao mesmo animal" identificado pelos paleontólogos do museu a partir de dentes e de ossos da pata esquerda, que aí estão expostos.
A existência de uma crista nas articulações das patas, característica única até agora conhecida e atribuída àquele género, foi o principal indicador de que se tratava do mesmo animal, tendo também em conta a localização e a raridade de ambos os achados.
O conjunto de fósseis deste animal existente em Portugal constitui o registo mais completo do género "ceratosaurus" existente fora da América do Norte, onde este género estava identificado desde pelo menos o ano 2000.
 
Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão08 maio 2014, in DN. http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3852108

Opinião, interpretação, informação

"Tal como não existe objectividade em estado puro, não existem nos textos jornalísticos fronteiras absolutas entre informação, interpretação e opinião. De qualquer modo, há três níveis essenciais na construção das peças:
  • a apresentação dos factos, que podem ser a divulgação da opinião de terceiros — a informação; 
  • o relacionamento desses factos entre si — a interpretação; 
  • o juízo de valor sobre esses factos — a opinião. 
Na notícia predomina a apresentação dos factos. É uma evidência que decorre da própria estrutura da notícia, do seu espaço e do seu tempo. Espaço curto, tempo imediato.(...)
É na reportagem e no inquérito que a interpretação dos factos encontra a sua expressão mais desenvolvida. Mas essa interpretação tem, frequentemente, uma fronteira difusa com a opinião, na medida em que a subjectividade do olhar do jornalista o leva a escolher um ângulo de abordagem dos acontecimentos e situações que observa e descreve. Aí intervém a necessidade da distanciação e a preocupação da imparcialidade. Interpretar não é julgar, mas explicar o porquê e o como das situações. 
Enquanto na notícia predominam o quem e o quê, a reportagem e o inquérito procuram saber mais sobre o como e o porquê."

Jonal Público. Livro de estilo

domingo, 4 de maio de 2014

Descrição


 

Van Gogh, O Terraço do Café
As descrições consistem na apresentação de diversos aspetos que caracterizam pessoas e personagens (traços físicos, atributos psicológicos), espaços (físicos, psicológicos ou sociais), fenómenos atmosféricos e todo o tipo de objetos. As cores, as formas, as linhas, os sons, os cheiros, os pormenores que permitem «ver» a realidade que se deseja descrever são muito relevantes.

As sequências textuais descritivas surgem frequentemente articuladas com sequências textuais de outros tipos. Por exemplo, em textos narrativos como o CONTO é frequente surgirem sequências descritivas que permitem caracterizar uma personagem ou um espaço físico e/ou social, por forma a enquadrar ou mesmo motivar o desenrolar da ação.

 DESCRIÇÃO
Apresenta como características:
a)apresentação de informações sobre personagens, espaços e toda a variedade de objetos;
b)partição do objeto de observação em pontos de focalização; 
c)recursos expressivos (adjetivação expressiva, comparação, metáfora, repetição,  sinestesia…); 
d)a presença de determinadas marcas linguísticas:
Øadjetivação;
Øvocabulário associado aos sentidos, em particular a visão (visualismo; cromatismo)
Øverbos predicativos ser, estar, parecer, ficar…;
Øverbos no presente e pretérito imperfeito do indicativo;
Ømarcadores espaciais (ali, ao longe, em cima, do lado esquerdo, mais perto, etc.). 
 
 *********
 
 Ainda hoje não gosto de atravessar os longos corredores das velhas casas com grandes retratos pendurados nas paredes. Há olhos que nos seguem do alto e nunca se sabe o que de repente pode acontecer.
Havia na casa da tia Hermengarda um quadro deslumbrante. Ficava ao cimo das escadas, à entrada do corredor que dava para os quartos de dormir. Mesmo assim, rodeado de sombras, irradiava uma luz que só podia vir de dentro da dama do retrato. Não sei se da blusa muito branca, se dos olhos, às vezes verdes, às vezes cinzentos. Não sei se do sorriso, às vezes alegre, às vezes triste. Eu parava muitas vezes em frente do retrato. Era talvez o único que não me assustava. Creio até que dele se desprendia uma luz benfazeja, que de certo modo me protegia.
Mas havia um mistério. Ninguém me dizia quem era a senhora do retrato. 

Manuel Alegre, "A Senhora do Retrato" (excerto)

 
 

Aspeto verbal

Revisões

Aline Cunha
O aspeto verbal é a categoria gramatical que indica o modo como o locutor perspetiva o desenrolar de uma determinada situação presente num enunciado, exprimindo a sua estrutura temporal interna.
 
      Atentemos nos enunciados seguintes:

Já li o Frei Luís de Sousa.
 
Ando a ler o Frei Luís de Sousa.

Acabei de ler o Frei Luís de Sousa.

Estou a acabar de ler o Frei Luís de Sousa.

      Todas as frases enunciam a mesma ação (ler a peça Frei Luís de Sousa), mas cada uma delas transmite uma noção diferente do desenrolar dessa ação: nos enunciados 1 e 3, está já terminada; no enunciado 4, está a terminar; no 2, está a decorrer.

      O valor aspetual de um enunciado pode ser construído através do significado de uma palavra ou de um conjunto de palavras (aspeto lexical) ou através da combinação do aspeto lexical com vários elementos linguísticos - valor dos tempos verbais, verbos auxiliares, modificadores, etc. (aspeto gramatical).



Aspeto gramatical

      O aspeto gramatical traduz uma forma de perspetivar uma dada situação a partir de elementos linguísticos contidos na frase, como os tempos verbais, advérbios e locuções adverbiais temporais, ou verbos de operação aspetual, verbos auxiliares, modificadores (começar a, deixar de, etc.).

Aspeto perfetivo: apresenta a situação expressa pelo enunciado com concluída, como um todo completo (o tempo verbal habitual é o pretérito perfeito do indicativo).

Esta turma fez teste na semana passada.

O Miguel acabou de fugir da cadeia.

Aspeto imperfetivo: apresenta a situação expressa pelo enunciado como ainda em curso e não concluída (o tempo verbal habitual é o pretérito imperfeito do indicativo).

O Ricardo pintava uma aguarela.

Ando a ler a última obra de José Saramago.

Vou comer.
****************
Aspeto perfetivo:
O processo é apresentado com começo, meio e fim. Apresenta um processo completo, terminado no momento da enunciação.

O perfetivo pode combinar-se com os valores temporais de:

ü anterioridade (A Maria leu o livro.) 

üde posterioridade (A Maria vai ler o livro esta tarde) mas não de simultaneidade.

Pode ser pontual ou durativo.
 
Aspeto pontual: coincide geralmente com eventos instantâneos e apresenta a realização da ação como momentânea, desprovida de duração temporal.
           * Cheguei, meus amigos!
           * O copo caiu.
           * Parti um copo.
Aspeto durativo: indica que a ação se prolonga (ou prolongou) durante algum tempo. Coincide geralmente com eventos prolongados, estados e atividades.
           * A Maria é tímida.
           * Eu vou ler os apontamentos logo à tarde.
           * Continuo de férias.