domingo, 22 de fevereiro de 2015

Paris

"O desejo mais natural do homem, 
é saber o que vai no seu bairro e em Paris."

Eça de Queirós (bio)



 Hoje, venho trazer-vos as ruas de Paris dos finais do século XIX, o que só é possível porque a ciência, a técnica e a indústria se conjugaram para criar e generalizar o uso da fotografia.

Excertos do livro


"Logo nessa semana, sem escolher, Jacinto «Galeão» comprou a um príncipe polaco (...) aquele palacete dos Campos Elísios" (cap. I)



"Era um domingo silencioso, enovoado e macio, convidando às voluptuosidades da melancolia. E eu (no interesse da minha alma) sugeri a Jacinto que subíssemos à Basílica do Sacré-Coeur, em construção nos altos de Montmartre."(cap. VI)
"Mas a Basílica em cima não nos interessou, abafada em tapumes e andaimes, toda branca e seca, de pedra muito nova, ainda sem alma." (cap. VI)

"...bairros estreitos e íngremes, de uma quietação de província" (cap. VI)

"Sob o céu cinzento, na planície cinzenta, a Cidade jazia toda cinzenta, como uma vasta camada de caliça e telha."
(cap. VI)







Aproveitem as ligações que vos proponho, para saberem mais sobre a Cidade de Paris  
e visitar o seu mais importante museu - o Musée du Louvre.

(1) Créditos: Todas as imagens aqui utilizadas foram recolhidas no sítio http://www.parisenimages.fr , um grande e extraordinário arquivo, propriedade da cidade de Paris, e cuja reprodução está, naturalmente, condicionada a fins didácticos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

GERAÇÃO DE 70




Eça de Queirós, Jaime Batalha Reis, Antero de Quental e Oliveira Martins

Perfil de Eça de Queirós traçado por Jaime Batalha Reis

A Geração de 70 começou por ser constituída por um grupo de jovens intelectuais da última metade do século XIX, do qual fizeram parte alguns dos maiores vultos da literatura portuguesa, como Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Jaime Batalha Reis, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro.

Este grupo de jovens afirmou-se como elite intelectual entre 1865, em Coimbra, data da polémica desencadeada por um texto de Antero de Quental  contra Feliciano de Castilho (polémica conhecida pelo nome de “Bom Senso e Bom gosto”), e 1871, data das Conferências do Casino Lisbonense, em Lisboa.

Na década de 1870, Portugal vivia os efeitos das políticas do Fontismo (derivado do nome de Fontes Pereira de Melo) e da Regeneração (mudança e modernização do país através de uma política de grandes obras públicas).

A Geração de 70, claramente voltada para os valores da educação e da cultura, insurgiu-se contra o progresso predominantemente material e mercantilista das autoridades e de alguma élite social. 

Manifestando um grande descontentamento face à situação política, cultural e social do país, os membros da Geração de 70 defendiam uma maior abertura e receptividade de Portugal à cultura europeia e a grande urgência de uma reforma cultural no país.

Esta élite intelectual, que incluia escritores, historiadores, diplomatas, jornalistas,  tinha assimilado ideias inovadoras da cultura europeia, nomeadamente através de leituras de autores franceses e alemães e do conhecimento de movimentos revolucionários estrangeiros, como a Comuna de Paris (1871). Os jovens da Geração de 70 protagonizaram a vontade de mudança, de abertura e de modernização cultural, política, artística, educacional e social no nosso país, nomeadamente através da “Questão Coimbrã” e das Conferências do Casino.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Debate

DEBATER  
FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT 
EM 2015

(O filme deste evento será analisado em aula na preparação do próximo debate)




Aguarda-se o envio das conclusões, a cargo da equipa do moderador. Podem enviar como comentário, para ser corrigido e publicado na página principal.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

S.O.S.

Como prometido, fica o complemento da aula (exercício formativo), para quem precisar. 
Atenção à gramática! 

O ator Rogério Samora como Frei Jorge, no filme Quem és tu? de João Botelho

'Clicar' sobe a imagem, para aumentar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O figurino no teatro

 


Para terem uma antevisão, deixo algumas imagens de anos anteriores com o guarda-roupa que iremos utilizar. 

As ações decorreram em Runa (no antigo Hospital Real) e no Museu Municipal Leonel Trindade. 

Vejam se não ficam uma beleza - sérios, convicentes, verdadeiras personagens, isto é, fazendo o público centrar-se naquilo que representam.
Runa, 2009
Runa, 2009

16 maio 2009


"Podemos definir figurino para teatro como o modelo que representa o conjunto dos elementos visuais que se referem directamente ao corpo do actor e que se destinam a vestir a personagem que ele representa, em determinado contexto dramático. (...)




 Em Portugal é no séc. XVII que aparece, pela primeira vez, a referência a trajos para representações teatrais, embora se considere António Francisco, já dos finais do séc. XVIII, como o primeiro figurinista, ou vestuarista como então era designado."
Fonte: Museu Nacional do Traje

Muitos artistas portugueses criaram figurinos para teatro e cinema. Por exemplo, na versão de 1950 de Frei Luís de Sousa o guarda-roupa é de Alberto Anahory e no Quem és tu? é da autoria de Sílvia Alves.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Quem és tu?

Fica a cena lida em aula

Afinal, a Daniela, o Saramago e a Isabel fizeram boa figura!

O corpo e a voz do ator

50 anos separam estas duas representações.
 
Vejam, oiçam e julguem: qual a Maria mais interessante?


Frei Luís de Sousa, 1950, realizado por António Lopes Ribeiro



Quem és Tu? 2001, filme de João Botelho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sobrevivência(s)

Já tinha ouvido falar no filme mas nunca tive grande curiosidade em vê-lo. No entanto, quando me contaram um breve resumo do livro fiquei curiosa e decidi lê-lo.
 
A vida de Pi é um livro que retrata a coragem, a sobrevivência, a solidão, a persistência, o autodomínio, o desespero e a crença no impossível, com grande realismo.
O livro está dividido em três partes. Numa primeira parte, o autor descreve uma Índia cheia de tradições, cheiros e cores. Encontramos a família de Piscine Molitor Pattel, mais conhecido por Pi, todos eles muito cépticos em relação à religião e às crenças, à exceção de Pi que não encontrava nenhuma contradição em ter uma fé tripartida, visto que era Hindu, Muçulmano e Cristão ao mesmo tempo.
 

Na segunda parte do livro, o autor afasta-se do tema religião conseguindo que o tema continue a pairar, embora de uma forma mais abstrata, tendo isto a ver com a sobrevivência de Pi, após o naufrágio do navio onde seguia com a família com destino ao Canadá. Nesta segunda parte do livro, Martel descreve a luta pela sobrevivência que Pi teve de travar depois de ter ido parar a um barco salva-vidas tendo apenas como companhia uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala.
 

Esta segunda parte oscila entre um absurdo onde senti necessidade de ajustar o cérebro para o "modo de leitura de fantasia" porque estava a parecer-me um livro mais próximo da fantasia do que de outro género literário qualquer. No entanto, nunca me foi possível adaptar o cérebro para a fantasia porque de repente aconteciam coisas tão reais, descritas de uma forma tão vívida que acabavam por camuflar as partes em que o livro me parecia virado para um público mais juvenil. Esta foi, talvez, a parte que mais me provocou um misto de emoções porque nunca sabia o que a próxima página me traria.

Sobre a terceira e última parte, tenho a dizer que a li com um enorme nó na garganta.
Foi um golpe de mestre a segunda versão da história narrada por Pi para os japoneses que procuravam descobrir o que deu origem ao náufrago.
Adorei a escrita de Yann Martel e da forma como a história se foi desenvolvendo. É uma história que, sendo original, é ao mesmo tempo vulgar, expondo as necessidades primárias e medos que aproximam o Homem do animal quando está em causa a sobrevivência.
 

É um livro que, parecendo simples, é na verdade bastante complexo. É um livro que nos faz refletir sobre a vida, sobre os sonhos, sobre a perda e sobre tantas outras coisas... É um livro que nos faz acreditar que não existem impossíveis. É um livro que não tem qualquer intenção de converter mas que me mostrou uma visão da fé e da forma como a religião pode ser vivida que achei incrível.
 

No final da leitura deste livro cabe-nos a nós acreditar numa das versões, e eu, acreditando ou não em Deus, prefiro a história que envolve os animais do que a história nua e cruel que Pi teve de contar para que acreditassem nele.
Inês Santos nº17 11ºA

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sugestão de cinema: letras, números, enigmas



Há bons motivos para ires ao cinema




Título original:The Imitation Game
Tipo de Filme:Thriller
Realizador:Morten Tyldum
Atores:Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Charles Dance e Mark Strong

Sinopse:
"Na liderança de um grupo de académicos, linguistas, campeões de xadrez e analistas, Turing foi reconhecido por quebrar o até aí indecifrável código da Enigma, a máquina utilizada pelos alemães na 2ª Guerra Mundial. Um retrato intenso e memorável de um homem brilhante e complicado, “O JOGO DA IMITAÇÃO” relata a história de um génio que sob extrema pressão ajudou a encurtar a guerra e, consequentemente, salvou milhares de vidas."




Alan Turing foi um cientista e matemático britânico que, durante a Segunda Guerra Mundial, decifrou vários códigos nazis. O "decifrador de códigos" é um dos matemáticos mais brilhantes da era moderna, um dos pais da «computação»,  e consguiu decifrar os códigos gerados pela máquina 'Enigma', a partir da qual os nazis enviavam as suas mensagens secretas.



Enigma era o nome da máquina eletro-mecânica de criptografia com rotores, utilizada tanto para criptografar como para descriptografar mensagens secretas, usada na Europa na década de 20. Foi adaptada pelas forças alemãs na década seguinte, pela facilidade de uso e a suposta indecifrabilidade do seu código.Terem conseguido desvendar as cifras da Alemanha nazi acelarou o final da Segunda Guerra Mundial, , poupando muitas vidas.






quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Leitura(s)

O livro que li tem o título de Longe do meu coração e foi escritor pelo autor português Júlio Magalhães. O tema central do livro é a emigração de vários portugueses para França, na década de 60, à procura de melhores condições de vida e para fugirem à miséria e à ditadura do seu país.
 

Na minha opinião, este livro tem vários aspetos positivos destacando-se, assim, que mesmo sendo um livro cuja base é a História de Portugal, mesmo quem não goste muito desta área gostará bastante do livro pois não é exaustivo com factos históricos e ainda para quem desconhece ou tem poucos conhecimento sobre a vida em Portugal nesta época ou os motivos desta grande emigração é tudo explicado no livro sem ser de forma maçadora; daí o livro poder ser lido por várias gerações. Este livro consegue ainda reforçar a ideia de que o povo português possui uma enorme vontade de trabalhar. Digo isto pois os portugueses tinham que emigrar clandestinamente para França, nas condições mais precárias, para um país novo e totalmente desconhecido mas com a ideia fixa de trabalhar bastante e construir uma riqueza e ainda enviar dinheiro para ajudar a família que deixara no seu país.
 

Outro aspeto positivo do livro é que no início do livro a vida da personagem não se encontra nas melhores condições, a sua vida no país que o viu crescer é péssima, tem que emigrar para um país totalmente desconhecido, o seu pai morre, tem que deixar a sua mãe sozinha no seu país, as condições péssimas que enfrenta ao emigrar clandestinamente, a morte do seu melhor amigo de infância e companheiro na viagem de emigração, as condições que tem que enfrentar no bidonville (nome dado ao bairro de portugueses emigrantes em França com condições péssimas – sem água canalizada, sem eletricidade, entre outras); mas a partir do momento em que a personagem principal começa a trabalhar neste país tudo muda radicalmente, o que dá a ideia que graças ao trabalho todos os sonhos e ambições são possíveis.
 

A forma como é descrita a emigração clandestina da personagem principal e do seu melhor amigo é feita de forma brilhante, com descrição de alguns dos perigos e riscos da viagem naquela época.
A escrita do autor é bastante clara, o que torna a leitura acessível a várias idades e gerações. A meu ver este livro retrata um período da História de Portugal em que a emigração está associada a problemas económicos no próprio país. Atualmente, Portugal enfrenta uma crise económica e associada a esta, está o aumento da emigração de pessoas que procuram melhores condições de vida. O que indica que as crises e os elevados níveis de emigração para além de estarem associados não são casos únicos na história de um país, mas, sim, momentos que se repetem várias vezes.


Ana Isabel Gomes, 11ºA - Nº5

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diários


 

5 de Agosto de 1599
Querido Diário, eu sei que não tenho escrito ultimamente mas tem acontecido tantas coisas
Estava a ler Camões, o episódio da Inês de Castro e depois apareceu o Telmo com aquelas conversas de D. João de Portugal, ainda me custa tanto escrever o nome dele…
Ele continua a falar com Maria sobre aqueles assuntos que quero que ele não fale. Maria é muito frágil e não quero que Telmo continue a confidenciar com ela, ainda ficava abalada a minha pobre menina. E, para piorar, Manuel lançou fogo ao nosso palácio! Meu rico palácio, fui muito feliz nele, tudo isto por causa dos castelhanos que queriam ficar com o nosso palácio para fugir a peste em Lisboa e Manuel não queria isso e a solução que achou foi deitar fogo ao meu palácio, o nosso palácio.
Não sei se o pior foi ver o meu palácio em chamas ou ir para o palácio de D. João, eu disse a Manuel que não queria ir eu implorei para não ir, para ir para ali mas Manuel insistiu apesar de saber toda a minha história e aquela casa era como um livro de memórias. Eu procurei-o, eu não queria desistir mas depois de 7 anos de procura e não o ter encontrado, ele só poderia estar morto. Então decidi dar uma oportunidade a mim mesma para ser feliz e casei me com D. Manuel, e deste casamento nasceu Maria, minha queria filha, minha querida filha, tao pequenina mas tao adulta, mente de um adulto num corpo de criança. Mas a minha pobre menina, tao novinha mas tao doente, com tuberculose. Maria continuava a ter aqueles sonhos com D. João e quando nos mudamos para o palácio e ela viu aqueles retratos dele as perguntas não paravam.
Consegui acalmar a minha pequena filha e de seguida ela foi com Manuel e Telmo para Lisboa, não para meu descanso mas decidimos deixa-la ir e fiquei sozinha durante uns dias. Quando eles voltaram de Lisboa, um romeiro bateu a porta a minha procura. Parecia ser apenas uma pobre pessoa procura de dinheiro e comida, mas ele disse-me o que eu não queria ouvir, aquele romeiro disse-me que tinha sido enviado por D. João e que ele estava vivo. O mundo caiu me aos pés, eu casei-me com o homem que amava, enquanto continuava casada com o D. João, ou pior, eu já amava D. Manuel antes de casar com D. João. E Telmo vem dizer-me que aquele romeiro, era na actualidade, era D. João e ele estava ali, a minha frente, bem vivo.
Foi quando tudo se descarrilou, Manuel quis ir para um convento para limpar os seus pecados e obrigou-me a ir com ele, já estávamos os dois no convento quando a minha filha entrou, estava muito revoltada com a sociedade e expõe os seus sentimentos sobre tudo o que se estava a passar pela ultima vez… sim ultima vez. Ela morreu nos meus braços, nos meus e nos do pai, Manuel. A dor da perda é uma dor que nunca se cura, ela era tao novinha para acabar assim, mas a doença acabou com ela, e assim eu fui para o convento, tornei-me freira e cá estou eu, num quarto, num convento a limpar a minha alma, os meus pecados.   
Madalena de Vilhena


Ana Catarina Correia Libório 11ºA Nº3

domingo, 14 de dezembro de 2014

Diário - Vestir a pele...

 
AMOR|GUERRA|PATRIOTISMO\LIBERDADE
 

A voz do leitor

 
Cumprida que está a 1ª parte relativa à partilha das Leituras pessoais, deixo as referências para a FASE II - escrita sobre os livros, em que cada um, enquanto leitor, vai fazer ouvir a sua voz crítica.
 
FASE II
CRÍTICA DE LIVROS
 
Agora que já apresentaram o livro e registaram as vossas conclusões,
está na altura de pensarem no TEXTO CRÍTICO
  1. Leiam, com atenção, exemplos de CRÍTICA DE LIVROS publicadas em jornais e revistas, por ex., ler on-line:
 
  1. Decidam o tipo de crítica que desejam fazer, o registo que querem adotar e planifiquem o texto (nos cadernos).
 
  1. Escrevam o vosso texto.
 
NOTAS:
a. Se assim o preferirem, podem escrever diretamente no blogue.
 
b. Podem escrever sobre o livro que apresentaram em aula ou sobre um dos Livros do CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
 

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A muitas vozes


 Grande noite, em Óbidos.
 
Aqui fica o testemunho de uma excelente equipa de leitores que interveio no momento social do encontro nacional de autarquias dedicado à integração dos emigrantes, ontem realizado naquela vila, a convite da Câmara Municipal de Torres Vedras e da organização do encontro.


 
 



Os autores escolhidos pelos nossos leitores
para apresentar em Óbidos







Um dos poemas lidos

 
 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ler por querer!

Como combinado, e para os que ainda não se decidiram, deixo a lista PNL e as nossas escolhas para este ano. Existem na Biblioteca da escola e na Municipal. Custam entre 6€ e 9€.
 
Sugestões de leitura 2014




Lista de Livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura









     Imagem do filme de Oliver Parker, de 2011.

LIVROS PARA O CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - PROVA DE ESCOLA
Agualusa, José Eduardo(Pref. Guilherme de Oliveira Martins)(Des. João Queirós)Na rota das especiarias - Diário de uma viagem a Flores, Bali, Java e Timor LorosaePublicações D. Quixote


Wilde, Oscar(Trad. Januário Leite)O retrato de Dorian Gray(Livro de bolso)Editora 11x17


Plano Nacional de Leitura Livros recomendados para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

O retrato de Dorian Gray
 
Sinopse
Dorian Gray é um jovem invulgarmente belo por quem Basil Hallward, um pintor londrino, fica fascinado. Determinado a eternizar a beleza de Dorian numa tela, Basil convence-o a posar para ele. Numa dessas sessões, o jovem conhece Lorde Henry Wotton, um aristocrata cínico e hedonista, que o desperta para a beleza e o seduz para a sua visão do mundo, onde as únicas coisas que valem a pena perseguir são a beleza e o prazer. Horrorizado com o destino inevitável que o fará envelhecer e perder a sua beleza, Dorian comenta com os amigos que está disposto a tudo, até mesmo a vender a alma, para permanecer eternamente jovem e manter a sua beleza.

Fortalecido pelo hedonismo, Dorian trata cruelmente a sua noiva, Sybil Vane, que se suicida com o desgosto. Ao saber do sucedido, o jovem começa a notar certas mudanças subtis na sua expressão no quadro, e constata que é o Dorian do quadro que envelhece e que sofre com a passagem dos anos, ao mesmo tempo que o Dorian real permanece com a juventude e beleza intacta. Um romance gótico de horror com um forte tema faustiano, O Retrato de Dorian Gray é considerado pela crítica como a melhor obra de Oscar Wilde.
O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde
 
http://www.wook.pt/ficha/o-retrato-de-dorian-gray/a/id/3501423

Na rota das especiarias -
Diário de uma viagem a Flores, Bali, Java e Timor Lorosae






Este texto parte de uma viagem que o escritor fez, a convite do Centro Nacional de Cultura: "percursos em busca da presença portuguesa pelo mundo".
Segundo José Eduardo Agualusa, "mais importante do que as invocações históricas, e do que as rememorações do passado, o que deve é entender-se o país e as gentes dos dias de hoje. De nada valeria a recordação da História sem uma interrogação efectiva (e uma análise) sobre o presente. Recusaríamos as razões do diálogo espiritual e de culturas se nos satisfizéssemos com o passado - esquecendo que os mortos devem enterrar os seus mortos".
Este é um belíssimo livro onde Agualusa nos leva a redescobrir uma região a que os portugueses estão unidos por muitas antigas raízes - a presença portuguesa foi efectiva por cerca de 150 anos (1512 a 1769) e a ligação a Timor manteve-se até ao século XX.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Voto aos dezasseis anos?

Na sequência do vosso trabalho no exercício escrito, deixo o contributo de outros colegas sobre o assunto e ligações úteis.

Voto aos 16, sim ou não?
«Um dos temas importantes atualmente é o do funcionamento da democracia: se a democracia pode ser melhorada, como? Como é que se pode estimular a participação dos cidadãos? Neste contexto podemos questionar-nos sobre qual a melhor idade para iniciar o voto; o sufrágio universal é um direito conquistado em Portugal na sequência do 25 de Abril de 1974 e devemos ter a responsabilidade de continuar a defender esse direito; mais do que uma responsabilidade é um dever absoluto e sagrado.

A partir de que idade é que devemos ter obrigação de cumprir esse dever? Esta questão é fundamental, sobretudo para os mais jovens até aos 18 anos. O nosso ponto de vista é de que o voto deve ser um direito e um dever a partir dos 16 anos. Provavelmente muitas pessoas discordaram da nossa opinião, mas iremos fundamentá-la com argumentos indiscutíveis.
1º argumento:

É a partir dos 16 anos que os cidadãos adquirem um conjunto de direitos e deveres significativos que têm consequências importantes para a sociedade, que implicam consciência e responsabilidade: podemos ser presos e julgados em tribunal como adultos, podemos casar, podemos trabalhar e descontar para o Estado. Em qualquer um destes exemplos estão impostas obrigações tão sérias como as que estão associadas ao voto.


2º argumento:

Ao iniciar-se, através do voto, uma participação mais jovem dos cidadãos da democracia, iria ser estimulado o seu envolvimento no sistema democrático e na sociedade prevenindo o abstencionismo, que é cada vez mais elevado, e promovendo a civilidade, o sentimento de pertença e de integração social.


3º argumento:

Ao constituir-se como direito a partir dos 16 anos o sufrágio seria uma forma de reforçar a liberdade civil dos cidadãos; a liberdade de participar, exprimir a sua opinião, o direito de ser ouvido. Ver reconhecida esta liberdade e este direito é também uma questão de justiça no sentido em que a partir desta idade já somos membros plenos da sociedade.


4º argumento:
A partir dos 16 anos qualquer cidadão tem capacidade para votar, para fazer uma opção política, para escolher uma orientação para a sua sociedade, para criticar as diferentes posições politicas e fundamentar uma decisão de voto. Haverá gente inconsciente aos 16 anos, certamente; mas tal ocorre em todas as idades.


Objecções possíveis:
a) Se considera que um jovem de 16 anos ainda não tem maturidade para votar.
b) Se considera que um jovem de 16 anos não tenha conhecimento para intervir politicamente com qualidade.


Refutação do argumento:
[No entanto] Um jovem com 16 anos já tem muitos conhecimentos e experiência de vida; está na fase final do secundário, já estudou muitas disciplinas, já fez muitos testes; já teve de fazer escolhas e opções de áreas de estudo. »

  • Conclusão: parágrafo breve - 4-5 linhas - de fecho lógico do que foi afirmado/defendido/ exemplificado
NOTA: na conclusão:
  1. não repertir argumenos;
  2. não aduzir novos argumentos ou exemplos;
  3. não introduzir informação nova e/ou não decorrente do que se defendeu ao longo do texto
 
Saber +
Portal da Juventude

Portal do Eleitor

Votar pela 1ª vez

Comissão Nacional de Eleições

Comissão Europeia - Jovens