terça-feira, 14 de abril de 2015

Ideal de felicidade



Reflexão sobre A cidade e as Serras de Eça de Queirós
Paris, o rio Sena, agosto 2013|Foto N.Santos
Eça de Queirós escreveu o romance que teve como base o conto "Civilização", fazendo uma comparação entre a vida atribulada da cidade de Paris com a paz e simplicidade da vida em Tormes. O narrador, José Fernandes, relata as várias fases da vida de Jacinto, a personagem principal, de quem é muito amigo. Numa primeira fase em Paris revela que Jacinto é um homem rodeado de Civilização, tanto quanto possível, no 202, a sua residência, que espelha as ideias que defende, como a de que o homem só atinge o ideal de felicidade quando conjuga o máximo de conhecimento possível com o máximo de capacidade física que se pode adquirir.

Depois de mais de trinta anos de uma vida rodeada do máximo de tecnologias, conforto, festas e da alta elite de Paris, Jacinto entra num estado de tédio e aborrecimento da vida civilizada de Paris, decide então ir a Portugal, para assistir à transladação dos restos mortais da sua família. Como vai para o campo envia para lá todos os seus aparelhos tecnológicos e confortos de que dispunha em Paris, no entanto há um engano e estes vão parar a Espanha, e quando os dois amigos chegam ao Douro  não têm nada do que estavam a espera. 
O Douro, junto a «Tormes», agosto 2009|Foto N. Santos

Começa então a grande mudança, quando Jacinto contacta com a natureza, é contagiado, renova-se, vê na natureza tudo aquilo que nunca tinha avistado na cidade, admira a liberdade que nela existe. 
Esta relação de Jacinto com a natureza evolui, passando da observação para a ação. Jacinto ao aperceber-se da pobreza e falta de conhecimento que existe no campo introduz alguns avanços tecnológicos e novas ideias. Conjugando a pacatez da vida no campo com alguns avanços tecnológicos que a tornam mais produtiva. 

O protagonista conhece uma prima de Zé Fernandes por quem se apaixona, Joaninha, que desperta um amor sincero nunca antes conhecido por Jacinto; casam-se têm dois filhos Teresinha e Jacintinho. Nesta fase apercebemo-nos de que este Jacinto já existia no seu íntimo, o contacto com a província fez despertar a sua essência, as suas origens, contribuindo para que Jacinto finalmente encontrasse a “suma felicidade” que ao contrário do que ele pensava no início estava na simplicidade e paz que há no quotidiano campestre, melhoradas por alguns progressos da tecnologia e da civilização.                                      
Douro, Estação de comboios de acesso à Fundação Eça de Queirós, agosto 2009|Foto N. Santos

Esta obra fez-me reflectir não só nas diferenças que existem entre a vida na cidade e a vida no campo, mas também sobre o modo como as tecnologias afectam a nossa vida e ainda sobre qual o ideal de felicidade.


Ana Alcântara Nº4 11ºA

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Gare das Letras

RESPEITO CONFIANÇA DIÁLOGO ATENÇÃO 

Muitos parabéns a todos os membros da equipa de monitores que participou nesta jornada, pelas qualidades cívicas, organizativas, de responsabilidade e de comunicação que souberam evidenciar ! 












 
Quando as crianças brincam
E eu as ouço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar


E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.


Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no meu coração.


Fernando Pessoa

 


Nesta edição, dei particular destaque à nossa equipa, mas em breve vos darei nota de outros testemunhos. 



terça-feira, 7 de abril de 2015

Publicidade e causas sociais

«O papel da publicidade na comunicação de causas sociais
Os problemas sociais com que as sociedades se deparam levaram à necessidade de sensibilizar ao cidadãos para essas realidades, dando origem a variados projectos que defendem, não os interesses pessoais dos que apoiam as causas sociais, mas os de uma colectividade ou de certos grupos sociais. A publicidade é, assim, o meio utilizado para sensibilizar e fazer agir os indivíduos, as organizações e os governos.
Objectivos da comunicação
Muitas das acções de comunicação das causas sociais têm o objectivo de fornecer informações aos cidadãos e de elevar o seu nível de consciência, pretendendo-se aqui uma mudança cognitiva.
Outras pretendem convencer o maior número possível de indivíduos a agir de determinadas forma, ou seja, mudar a atitude ou inverter comportamentos de certos públicos.
Estas mudanças podem ter carácter permanente, como a persuasão, para que as pessoas tomem a vacina contra a Hepatite B ou deixem de fumar, ou temporário, pedindo à população, em determinadas regiões do interior do país, situação de seca, que apenas solicitem aos bombeiros a água imprescindível.
Por último, existem campanhas que exigem alterações mais profundas por parte dos indivíduos, como as mudanças de valores: campanhas”Todos Diferentes Todos iguais”, da luta contra o racismo, a xenofobia, o anti-semitismo e a intolerância.
Em suma, as políticas de comunicação aplicadas nas causas sociais procuram informar numa primeira fase e, numa segunda, persuadir as pessoas a aderir às causas sociais e a agirem em conformidade.» 1)

A Assembleia da República definiu novas regras para a publicidade institucional  promovida pelo Estado e outras entidades públicas. Ver artigo do Público.



Num anúncio publicitário, deve ter-se em conta:
- Atenção
- Interesse
- Desejo
- Acção


Ainda:
A marca do produto aparece geralmente associada a um logótipo que a identifica.

O slogan acompanha o logótipo da marca. É curto, claro e de memorização rápida. Pode tornar-se mais eficaz se for acompanhado de um jingle musical. O jingle é uma pequena peça musical, de fácil memorização, que permite posterior identificação.

O texto verbal e a imagem devem estar em harmonia. A linguagem publicitária faz apelo aos instintos profundos do público. Por exemplo:



Instintos profundos/Desejos

Diversão
Domínio
Conservação
Paternal/
Maternal/
Fraternal
Sexual
Evasão
Mudança
Deslocação
Boa disposição
Jogo (lúdico)
Posse
(bens materiais,
conhecimentos)
Sucesso
Autoridade
Prestígio
Originalidade
Conforto
Repouso
Saúde
Felicidade
Segurança
Juventude
Dinheiro
Trabalho
Tempo

Amor
Carinho
Ternura
Proteção
Respeito


Agrado
Competição
Domínio
Sedução


Créditos do texto inicial - Autor: Ana Maria Cunha Lopes,  www.redevalorizar.azores.gov.pt/

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Manifesto


Para além do interesse da mensagem, chamo a atenção para a forma super simples e eficaz de realizar o trabalho. Creio que é uma boa sugestão, para ser adaptada, reinterpretada.

Impostos e leitura...


Mais um exemplo de publicidade institucional

«Quem te ama, não te agride!»



«Quem te ama, não te agride!»

Como prometido, começamos hoje a publicar exemplos de «Publicidade institucional», de acordo com o nosso Programa; a negrito estão os aspetos a trabalhar este ano:

. Situação comunicativa: estatuto e relação entre os interlocutores; contexto
. Intencionalidade comunicativa
. Relação entre o locutor e o enunciado
. Formas adequadas à situação e intencionalidade comunicativas
. Elementos linguísticos e não linguísticos da comunicação oral

Textos:

. Publicidade
– tipos de publicidade (comercial, institucional)
– anúncio publicitário: elementos constitutivos (produto, cenário, personagens, argumento, banda sonora, ...)
publicidade em vários suportes: códigos utilizados (linguístico, visual, sonoro)
. estratégias de argumentação, persuasão e manipulação