O nosso auditório e a seleta assistência do dia 14,
muito discretamente fotografada
O «trailer» oficial de apresentação do filme
Gaiola Dourada, quando foi lançado, foi visto por mais de 1 milhão e 600 mil espectadores em
vários países europeus. Em Portugal, o
filme atraiu uma audiência de 400 mil pessoas, só nas primeiras quatro
semanas de exibição.
O realizador Ruben Alves
Os atores Rita Blanco e Joaquim de
Almeida - os protagonistas
Na sequência das informações verbais que já deram aos vossos encarregados de educação, fica o documento que vos será fornecido, em papel, para entregar em casa.
Amanhã receberão, juntamente, o GUIÃO que orienta o visionamento e os BILHETES.
Alguma dúvida, coloquem-na aqui, nos comentários.
Exmo.(a)
Sr.(a) Encarregado(a) de Educação
Integrado nas atividades curriculares organizadas
por todos os professores que lecionam o Novo Programa de Português do 10º
Ano, haverá uma sessão de cinema, no Auditório da Escola, na próxima 4ª
feira, dia 14 de Outubro, às 14h30, dirigido a turmas deste ano de
escolaridade, no âmbito dos conteúdos «História da Língua – O Português no
Mundo» e «Apreciação crítica (de filme, de peça de teatro, (...) de exposição
ou outra manifestação cultural)».
A sessão – com a duração de cerca de 90 minutos - será
orientada pelos professores e por tópicos de um guião de visionamento, que
dará origem a um trabalho escrito e a intervenção oral em aula.
Apreciação
crítica (de filme, de peça de teatro, (...) de exposição ou outra
manifestação cultural) **
Uma das formas de pensarmos o lugar do Português no mundo de hoje é refletir sobre a complexa relação entre a nossa língua e a língua dos países onde vivem os nossos emigrantes:
como se misturam as línguas na comunicação?
os filhos lá nascidos continuam ou não a falar o Português?
é sempre tranquila a relação entre as culturas?
o grau de escolarização dos emigrantes tem influência na forma de viver as questões linguísticas?
Na segunda feira terás acesso aos BILHETES e ao GUIÃO DE TRABALHO
*Conteúdo do Novo Programa de Português - 10ºano ** Conteúdo do Novo Programa de Português - 10ºano
Agora
que estamos a estudar/a rever a História da Língua Portuguesa, desde a
origem latina à expansão pelo continentes nos descobrimentos,
da renovação introduzida por Camões ao seu lugar no mundo hoje, vale a
pena pensar nisto: há c. 250 milhões de lusófonos/falantes de português no
mundo inteiro
A influente revista «Monocle»
, uma das lideres mundiais de tendências, dedica um número à língua portuguesa no mundo - de Lisboa a S. Paulo, de
Moçambique a Macau, de Luanda aos Açores. A publicação britânica diz que o Português é a nova língua dos negócios e do poder:"está na hora de aprender a falar Português, porque afinal há 250 milhões de lusófonos no mundo".
Assim
remata Steve Bloomfield o editorial da revista
“Monocle”,
que dá destaque à que designa “Geração Lusofonia” e faz uma viagem
intercontinental pelos falantes de português no
mundo inteiro.
São 258 páginas quase exclusivamente dedicadas ao tema.
****
Do império romano (1) à presença do português no mundo (2)*
1 2
*atenção,
na Índia, o português só está presente na região de Goa, subsistindo
nos nomes, na cultura e na fala de alguns habitantes mais velhos
O ser a quem chamo eu é tímido e muito fechado ao mundo que o rodeia, mas com o seu pensamento fora deste planeta. Alguém que quer fazer a diferença, por vezes também por ser diferente. Alguém que aparenta ser frio e duro como uma rocha, mas que na verdade é quente e mole como um marshmallow derretido. Alguém que se considera responsável e que valoriza a hierarquia. E tudo comprimido neste pequeno texto como os átomos de carbono num diamante, este ser sou eu. A. Dumbledore
27 de setembro de 2015
O ser que sou eu é... bem, como o hei de descrever? É um ser que quer
fazer muito, mas a sua paciência não é suficiente. Quer tudo ver, mas o
tempo não lhe permite tal privilégio. Quer criar continentes, mundos,
universos e partilhá-los com todos os que lá estiverem para os apreciar.
Quer ter alguém para abraçar, beijar e que fique com ele durante os
altos e baixos do caminho da vida. É um ser que tenta agradar todos, mas
não espera nada de ninguém. O ser que sou eu é um ser que quer ser.
Agora que os trabalhos sobre Apreciação de Anúncio Publicitário estão feitos por [quase] todos (as instruções e os vídeos estão nas publicações de 29 e 28 de setembro), voltamos à divulgação dos textos escritos por alguns de vós nos comentários sobre «O Ser a quem chamo eu».
O ser a quem chamo eué aquele que gosta de viver a vida de maneira a
ser diferente de todos os outros, promovendo a felicidade e a
alegria. Desde tenra idade que o meu ser interior me leva a ser diferente
e a viver a vida ajudando quem precisa, sem ficar à espera de
recompensa. A boa disposição é suficiente para se entranhar tanto
que até a pessoa mais infeliz mostra um sorriso desconhecido.
O ser a
quem chamo eu vê a vida pelo seu lado mais positivo, é alegre e
descontraído; pode também, mostrar a sua parte mais tímida e insegura,
no entanto não existe obstáculo que o leve a desistir dos seus sonhos.
O ser a quem chamo eu navega nestas águas furiosas há quinze anos. O mar
é exigente, agitado, traiçoeiro e exige de mim muita força e
determinação. Nem sempre a tenho. Há dias em que acordo pronto para a
luta mas há outros em que desanimo. Uma coisa é certa - nunca sigo a
corrente só porque a maioria o segue. Apanho a minha onda mesmo que nem
sempre seja a mais fácil. É minha e só assim sinto que domino o mar.
No domingo, como ainda não podem votar nas outras eleições, não se esqueçam de deixar pronto o trabalho para 2ª feira. É que, no final, elegeremos o «melhor» anúncio publicitário.
Como prometido ao 10º A, fica o vídeo do Documentário «Guimarães» que estudámos em aula
(agora completo, embora sem a simpática criatura do Welcome! Rockbox is connected!)
Já completaste o registo no CADERNO DIÁRIO de todas as informações sobre ANÚNCIO PUBLICITÁRIO (tipos, objetivos, características, caráter apelativo...)? Hoje é o último dia para o fazeres. Se depois da síntese da aula e dos registos ainda tiveres alguma dúvida, escreve-a nos comentários ou apresenta na aula de amanhã.
Já escolheste o vídeo do anúncio publicitário sobre o qual vais escrever?
PREPARAR
Relembra o que escrevemos no quadro sobre o conteúdo da aula de 5ª feira:
Levar GRAMÁTICA (a que tiveres ou uma da Biblioteca)
Assinalar as páginas referentes às matérias que vamos rever:
Trabalho para 2ª feira, 5 de outubro - como referimos na aula ( e amanhã voltaremos a ver), depois de escolhido o vídeo do anúncio que mais te interessou, faz assim:
Relê os apontamentos e registos de análise do vídeo do Turismo de Portugal (tipo, ideias-chave, valores, emoções/sentimentos, etc.
Relê os apontamentos sobre a Linguagem (aula da Gramática)
Revê uma ou duas vezes o filme escolhido
Faz, por tópicos, o PLANO da tua APRECIAÇÃO
Escreve uma Apreciação sobre o Anúncio, que contenha:
breve descrição das sua características (tipo, ideias-chave, valores, emoções/ sentimentos)
«slogan» e seu significado
possível ligação a outras artes/linguagens
a tua opinião sobre o poder sugestivo e a eficácia do anúncio.
Para
saber (confere com os teus apontamentos; vê se registaste tudo no caderno - definições, características)
PUBLICIDADE
Publicidade
é uma palavra que deriva do latim (publicum). É uma técnica que tem por objetivo
promover a venda de produtos ou serviços.
Conjunto de objetivos seguidos na
publicidade
A
Atenção– captar a atenção do público-alvo, pelas
imagens, pelo grafismo, pelo som e/ou pela mensagem (conforme o suporte)
O
Interesse– despertar o interesse, a curiosidade
em conhecer o produto ou campanha
O
Desejo– criar o desejo de possuir o produto ou
aderir a uma campanha, uma causa, um comportamento
A
Memorização– memorizar o produto, a marca, o slogan* ou a mensagem publicitária
A
Ação– levar o consumidor a um comportamento
(compra, adesão a uma campanha, alteração de um comportamento, mudança de uma
atitude…)
*Um SLOGAN – é um texto original, breve, com uma linguagem que facilite a sua retenção na memória; também há slogans constituídos por palavras e por sons (cf. campanhas da NOS) ou só por sons.
TIPOS
DE PUBLICIDADE
COMERCIAL
INSTITUCIONAL
Promove um produto ou um serviço, com vista ao seu consumo
Informa sobre eventos de interesse geral, sugere comportamentos
ou atitudes, apela à participação em campanhas cívicas, humanitárias, alerta para problemas, etc…
Hoje,
a maioria do público dos países desenvolvidos tem mais informação e em diferentes
suportes, mais estudos, maior capacidade analítica; logo, a publicidade eficaz
e de qualidade não se limita agora a apresentar um produto e as suas características.
Tem de ser:
Criativa
Inteligente
Original
Transmissora de
um sentimento, uma emoção (amor, alegria, amizade, companheirismo, orgulho,
ambição…)
Para
isso, a publicidade recorre a elementos vindos da literatura, do cinema, da
banda desenhada, da pintura, por ex:
Criação
de personagens
Narrativas,
pequenas histórias relacionadas com a ideia, a emoção à volta do produto ou
serviço
Simbologia
das cores (calmas ou dinâmicas ou associadas à natureza…)
Suspense
Humor
e/ou «nonsense»
Também é muito relevante a presença da música, que em muito dos anúncios pode ser o suporte da própria «história».
ESTRATÉGIAS - o mais importante na definição da estratégia escolhida assenta em:
definir e caraterizar com exatidão o público a que se destina (âmbito, idade, nível cultural, gostos...)
escolher o tom da campanha - o registo que será utilizado: demonstrativo, inovador, emotivo, humorístico, dramático...
ATENÇÃO!
Nos«posts» que se seguem irás encontrar - como prometido - um conjunto de filmes premiados em diferentes categorias, começando pelo do Turismo de Portugal.
Vê-os até 6ª feira. Escolhe um que te pareça mais interessante ou invulgar, pelas razões que entenderes. Na aula de 5ª feira (dedicada ao estudo das marcas linguísticas e da relação linguagem verbal-linguagem icónica), falaremos do que se segue.
O ser a quem chamo eu é um simples rapaz de quinze anos, contudo a sua
vontade de fazer a diferença vai muito para além de mera simplicidade e
indiferença. Facilmente demonstrará o seu lado mais sensível, e é alguém
que tenta sempre agradar e ajudar o outro, procurando também ele
conforto no carinho e amor que necessita de receber. O seu carisma é
suficiente para animar as pessoas que o rodeiam impondo boa disposição.
Contudo esta pessoa que aparenta ser confiante pode, por vezes, perder o
seu disfarce e revelar a criatura mais pequena e tímida que contém
dentro de si. Resumidamente, este sou eu, sou alguém que é o que
realmente é e espera ser para sempre. - ABC
O ser a quem chamo eu é aquele que nunca pára de criticar o mundo e
desespera por não poder ajudar fora das suas capacidades.
O ser que sou
eu ouve, revolta-se, tenta agir mas finalmente não consegue por
necessitar de mais do que a sua idade permite. O ser que sou eu é o ser
que está preparado para morrer aos 20 desde que seja a sentir-se um
indivíduo e não mais uma pessoa de 7 milhões que fecham os olhos ao que
se passa à sua volta. O ser que sou eu e o ser que tem este pensamento
desde tenra idade e nunca mudou. O ser que sou eu está preparado para
sofrer, magoar-se e, talvez morrer, mas que seja pela humanidade, pelos
que não têm voz, pelos que não têm apoio mas que necessitam, aqueles que
não interessam aos "deuses" demasiado ocupados com bens materiais como
telemóveis carros mas não preocupados com o próximo. Que tiveram muito
mais educação do que o resto do mundo mas sabem menos e são menos do que
os outros, os pobres, os mudos. O ser que sou eu prefere, muito
honestamente morrer a acabar assim e este ser sou eu.
O ser a quem chamo eu é aquele que imagina e continua a imaginar para
além dos pensamentos medíocres, o que procura para além do impossível e
do inimaginável... É aquele que sonha acordado à procura de uma resposta para libertar o seu mundo cercado por seis faces quadradas... É
aquele que se esforça para atingir os seus objetivos e sonhos na vida,
porém também é aquele que continua a esconder-se do contacto com as
responsabilidades... É aquele que pode não ser grande fisicamente mas sim emocionalmente... E por fim é aquele que busca o calor do sol, criando laços para aquecer o seu doce e profundo coração... Isto, em poucas palavras, é o ser a quem eu chamo eu...
Hélia Correia (na aceitação do Prémio Camões, o maior prémio para escritores da Língua Portuguesa)
O peso destes nomes curvaria gente bem mais robusta do que eu, não
fosse o caso de a leveza ser o primeiro atributo de um escritor. Aliás,
quanto mais os frequentamos, menor pavor inspira a sua sombra.
Não venho aqui como parceira mas como íntima,
como alguém mais ligado pelo amor do que por ambições identitárias. Com Luís de Camões passeio em Sintra, enquanto ele espera o jovem rei que
anda pelos bosques, enfeitiçado, já um pouco ensandecido. E a ligação
aos meus contemporâneos, Sophia e Saramago, Eduardo Lourenço, Maria
Velho da Costa, Mia Couto, feita de encantamento e aprendizagem, toca-me
infantilmente o coração quando me traz afinidades, uma flor de
frangipani que esvoaça num jardim de Maputo, as palavras que não
partiram com quem já partiu, uma tão querida voz ao telefone, uma carta
enfeitada de papoulas. Estou com eles, não entre eles. E assim estou
bem.
Devo falar de tripla gratidão: a gratidão aos promotores
deste prémio ao qual foi dado o nome maior das nossas letras, a gratidão
aos membros do júri que escolheram a minha escrita para tamanha dádiva,
a gratidão a um acaso de nascimento que me deu como língua materna o
português.
Também com gratidão evoco a tão citada, e mal, passagem
escrita por Pessoa, aliás Bernardo Soares, pois que, achando-se
escrita, e por ele escrita, me abre um certo caminho à ousadia: que amo
mais a língua do que a pátria. Que me imagino armada, a defendê-la
contra quem a quisesse aniquilar. As lutas pela independência que
travámos deixam-me o arrepio de pensar que o português se perderia, se
perdêssemos. Que morte há de ter sido a de Camões, julgando que morria
com a pátria, isto é, com o lugar dos seus poemas!
(...)
Faz agora oito séculos esta língua. É a
prosa formal de um testamento que atesta a data. E prosas há tão belas
naquele dealbar, tão saborosas ainda quando anónimas, que dir-se-iam um
bom pressentimento sobre o tanto e o tão grandioso que depois ia ser
escrito. Mas é na poesia que parece avistar-se um destino, no sentido
não de fatalidade mas daquilo a que alguns chamam o talento colectivo e
que talvez não passe de especial, convidativa variedade na fonética.
Fácil
é para nós esta função de herdeiros de tesouro tão diverso e tão bem
acabado, tão antigo e, no entanto, tão reconhecível. Enquanto noutras
línguas a pronúncia se foi modificando, a ponto de uma rima do século
XIX já não se efectivar passadas décadas, nós cantamos Camões sem que se
torne necessária qualquer adaptação. Como se cada uma das palavras
reconhecesse o seu momento de perfeição e nele se detivesse, porque o
quis. O apetite pelos estrangeirismos, moderado que foi, não lhe fez
mal. Incorporou-os elegantemente. Não me refiro às condições presentes,
pois, do que ninguém sabe, ninguém fala. E ninguém sabe o que está hoje a
acontecer.
(...)
Como
num pesadelo, não sabemos por que meio fomos dar a esta nova era de
horror e de destruição. Umas são nossas velhas conhecidas, outras
indecifráveis, por ausência de modelos anteriores. Não lhes antecipámos a
chegada. Na Idade Média que nos ameaça não há cancioneiros nem
reis-poetas. Na ditadura da economia, a palavra é esmagada pelo número. A
matemática, que começou nobre, aviltou-se, tornando-se lacaia. Se a
literatura salva? Não, não salva. Mas se ela se extinguir, extingue-se
tudo.
O nosso mundo de sobreviventes está seguro por laços muitos
finos. Eu vejo os fios que unem os textos nas diversas versões do
português, leves fios resistentes e aplicados a construirem uma teia que
não rasgue. Quando o angolano Ondjaki dedica um poema ao brasileiro
Manoel de Barros, quando Mia Couto reconhece a influência que teve
Guimarães Rosa na sua escrita transfiguradora e transfigurada pelas
africanas narrativas do seu povo; quando a portuguesa Maria Gabriela
Llansol considera Lispector «uma irmã inteiramente dispersa no
nevoeiro», vemos a língua portuguesa a ocupar - não como o invasor ocupa
a terra, mas como o sangue ocupa o coração - um espaço livre, um sítio
para viver, uma comunidade de diferenças elástica, simbiótica e altiva.
Esta é a ditosa língua, minha amada.*
Eu dedico este prémio a uma
entidade que é para mim pessoalíssima, à Grécia, cuja voz ainda paira
sobre as nossas mais preciosas palavras, entre as quais, quase intacta, a
poesia. Dedico à Grécia, sem a qual não teríamos aprendido a beleza,
sem a qual não teríamos nada ou, no dizer da Doutora Maria Helena da
Rocha Pereira, "não seríamos nada".
ζουν Ελλ?δα , zoun Elláda, viva a Grécia.
* Hélia correia adapta o célebre verso de Camões - «Esta é a ditosa pátria minha amada» (C. III, est. 21)
É com satisfação que informo que dum lote de filmes do PROJETO LINHAS CRUZADAS enviados para o Plano Nacional de Leitura, para integrarem uma mostra apresentada hoje, em Lisboa, no 1º ENCONTRO NACIONAL LER+JOVEM (com a presença do Ministro da Educação, do Comissário do Plano Nacional de Leitura e da escritora Lídia Jorge, para além de representantes de escolas de todo o país), foram escolhidos 3 da nossa escola, um dos quais da vossa turma.