sexta-feira, 17 de maio de 2019

Portugal - monumentos


 Especialmente dedicados aos colegas da Tailândia, dos USA e do Japão, 
ficam os prometidos vídeos sobre tesouros de Portugal

Os Lusíadas, Reflexões do Poeta

Fica uma síntese com alguns novos elementos, em função das dúvidas de aula. Acrescentem aos vossos registos. Se houver dúvidas, apresentem-nas em «comentários». 












quinta-feira, 9 de maio de 2019

Camões, Rimas

Não esqueças tudo o que lemos, analisámos e pensámos sobre as Rimas de Camões.

Relê os poemas, os teus apontamentos e os contributos dos vários grupos.

Revê o exercício formativo que fizemos. 

Não esqueças:
  • Contextualização histórico-literária.
  • Temas: 
A representação da amada.
A representação da Natureza.
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.
A reflexão sobre a vida pessoal.
O tema do desconcerto.
O tema da mudança.

  • Linguagem, estilo e estrutura:
- a lírica tradicional - vilancetes, cantigas, trovas...;
- a inspiração clássica;
- discurso pessoal e marcas de subjetividade;
- soneto: características;
- métrica (redondilha e decassílabo), rima e esquema rimático;
- recursos expressivos: a aliteração, a anáfora, a antítese, a apóstrofe e a metáfora.


Rever

Reler os trabalhos

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Dia Aberto - os «posters» das turmas

Votos de um Bom DIA ABERTO!
Os trabalhos dos 10ºs A, B e C, realizados em Português com o apoio dos senhores professores das várias disciplinas, encontram-se expostos nos painéis do corredor da Biblioteca.
Trata-se de uma amostra. Um muito obrigada a todos, em particular aos autores dos trabalhos selecionados e aos seus encarregados de educação.
Também estão presentes exemplos dos trabalhos sobre os Direitos Humanos, decorrentes do estudo da Farsa de Inês Pereira.

Fica aqui um exemplar de cada.  


terça-feira, 7 de maio de 2019

Posters sobre temas Científicos e de Cidadania

Ficam exemplos de posters, realizados pelos grupos de alunos das 3 turmas, que foram escolhidos para serem divulgados no DIA ABERTO.



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Os Lusíadas, um livro para a vida

Ouçamos o poeta e tradutor Vasco Graça Moura, um dos grandes leitores de "Os Lusíadas", 
obra que  escolheu como o LIVRO DA VIDA



Camões, o tempo e a obra

Em 1572, quando são publicados Os Lusíadas, D. Sebastião é um rei adolescente, que dispensara os conselheiros experientes e se rodeara de jovens fidalgos que o não ajudam a tomar as melhores decisões. 
Camões, pelo contrário, é um homem conhecedor, viajado e experiente que vem dizer aos seus contemporâneos verdades inconvenientes. 
 Do nascimento provável em Lisboa, à batalha em Marrocos, ao Oriente e ao regresso a Lisboa, tudo nesta síntese:
Dados sobre o autor, a matéria histórica, a estrutura lógica, a viagem, a época.

Os Lusíadas (revisões)



Créditos: AREAL ED.

Camões, Rimas (síntese)

Revê  AQUI a síntese sobre a lírica camoniana.

Muitos mais sonetos de Camões AQUI.

Camões, Mudam-se os tempos, Mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões


O poema "Mudam-se os tempos, mudam se as vontades", de Luís Vaz de Camões, está escrito de acordo com a lírica clássica pois foi inspirado pela estética do renascimento italiano, sendo um soneto. O soneto quanto à estrutura poética é constituída por duas quadras seguidas de dois tercetos e os seus versos têm dez sílabas métricas, isto é, são versos decassilábicos. Neste soneto, a rima é interpolada, emparelhadas e interpolada, sendo o esquema rimático:abba/baab/cdc/dcd.
O principal tema deste soneto é a mudança. Numa fase melancólica da sua vida, o sujeito poético encontra-se desiludido com essa mudança dos tempos, das pessoas, dos seus valores e ideais e até mesmo no modo como estas se disponibilizam, como revela o verso "muda-se o ser mudam-se a confiança". Assim, com o passar dos tempos, "do mal ficam as mágoas não lembrança, / e só bem (se algum houve) as saudades..", ou seja, para o eu lírico o que prevaleceu foram os momentos mais negativos da vida, pois o tempo levou a sua esperança.
Ao longo do poema podemos encontrar sete formas verbais do verbo mudar, acrescidas também de vocábulos como" novas" e "novidades", e com isto o poeta pretende reforçar o tema principal, a mudança.
Na primeira estrofe podemos encontrar uma enumeração e uma anáfora, onde o autor faz uma generalização da mudança e fala na terceira pessoa. Na segunda estrofe, o sujeito poético fala na primeira pessoa do plural - «vemos», revelando maior proximidade com a reflexão que apresenta, e utiliza uma antítese para expressar a sua ideia de mudança - mal/bem: o primeiro permanece como memória; o segunda talvez nem tenha existido ou, a existir, já só deixou «as saudades». Na terceira estrofe o poeta começa por falar da renovação cíclica da natureza porque depois do inverno "neve fria" vem a primavera "verde manto" repor a alegria, mas nele essa renovação não acontece. Na última estrofe o eu lírico conclui que até a própria mudança muda.
Palavras 10, pág 180
Pedro D, Bruno A, 10ºB
Pintura:  Turbilhão, de Autora bernardo
 Noite estrelada, pintura de Vincent Van Gogh
 Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português e o maior representante do classicismo entre nós. Autor do poema épico “Os Lusíadas”, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa; na poesia lírica que escreveu, destaca-se o poema "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
O poema tem como tema a mudança, sendo que o sujeito poético aborda as mudanças que se vão sucedendo. Todas as coisas estão em constante alteração, mas existem dois aspetos que incomodam o sujeito de um modo especial: as mudanças da sua vida não acompanharem o caráter cíclico das que que ocorrem na Natureza e o facto de a própria mudança mudar.
O poema insere-se na corrente renascentista, pois estamos perante um soneto, uma vez que este se distingue por apresentar duas quadras e dois tercetos. Na primeira quadra o sujeito poético apresenta a ideia que vai desenvolver e centra-se nas várias mudanças; na segunda quadra, o poeta desenvolve a ideia apresentada na quadra inicial; de seguida, no primeiro terceto, o poeta confirma, de modo concreto, o desenvolvimento das ideias: a mudança que se efetua na natureza como no seu espírito; já no segundo terceto e última estrofe, faz a síntese do tema acabando com a “chave de ouro” - a noção de que a mudança mais surpreendente é a de que já não se muda como era costume, isto é, a mudança da própria mudança.
O soneto apresenta 14 versos decassilábicos, a nível da métrica, como se percebe no verso «Mu/dam/-se os/tem/pos,/mu/dam/-se as/von/ta/(des)» - a medida nova.
Este poema apresenta um esquema rimático ABBA/BAAB/CDC/DCD, em que nas quadras a rima é emparelhada e interpolada e nos tercetos cruzada.
Ao longo da composição poética vão surgindo vários recursos expressivos, tais como a anáfora presente na constante utilização do verbo mudar: «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; / Mudam-se o ser, muda-se a confiança»; a antítese retratada nos versos- «Do mal ficam as mágoas na lembrança,/E do bem, se algum houve, as saudades.». e a metáfora apresentada nos versos - « O tempo cobre o chão de verde manto,/Que já coberto foi de neve fria », sendo que se referem à primavera e ao inverno, respetivamente.

B. Júlio,
I. Pereira,
M. Oliveira

No soneto “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” a influência lírica utilizada é a clássica, pois é um soneto (apresenta 14 versos, sendo dividido em duas quadras e dois tercetos), para além de possuir versos decassilábicos, a «medida nova».
O poema tem três tipos de rima, interpolada e emparelhada nas quadras e cruzadas nos tercetos.
O tema da composição é a mudança porque o poeta ao longo do soneto refere que muda-se o ser; muda-se a confiança e todo o mundo é composto de mudança. O poeta faz isto para mostrar a oposição entre o tempo da natureza e o tempo humano. O sujeito poético mostra-se desiludido com a vida, referindo que o ciclo da natureza volta sempre à  fase inicial enquanto diz que a sua vida só muda para pior; com isto o poeta demonstra que está num momento baixo da sua vida, mostrando sentimentos melancólicos a cada verso (por exemplo nos versos 9 a 11): “ O tempo cobre o chão de verde manto, / que já coberto foi de neve fria, / e enfim, converte em choro o doce canto.”
Por fim, os recursos expressivos são: a anáfora- com a repetição do verbo mudar (6x) e a antítese – “converte em choro o doce canto”.
Enquanto que a natureza tem a capacidade de se renovar o poeta acha que já não a possui.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luís Vaz de Camões- foi um poeta do séc. XVI que escreveu inúmeros poemas e entre outras histórias temos como o seu ex-líbris, a epopeia "Os Lusíadas"; o seu poema lírico mais conhecido é " O amor é fogo que arde sem se ver", uma reflexão sobre as contradições do Amor. Camões foi um escritor muito vivido que ao longo da sua vida viveu batalhas e viagens. O poema estudado encontra-se na pág.180 do manual adotado.
Trabalho realizado por:
Cat. Vieira;
M. Ribeiro;
M. Alcântara;
Raquel D.
10ºB

domingo, 5 de maio de 2019

Camões - do Amor como fogo

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                                               Luís de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver” de Luís Vaz de Camões, escritor e poeta português do século XVI que escreveu diversos poemas de influência quer tradicional quer renascentista. Este poema enquadra-se na poesia renascentista, sendo um soneto porque tem quatorze versos, divididos em duas quadras (quatro versos) e dois tercetos (três versos). Trata-se de uma “medida nova”, caracterizando-se por ter dez sílabas métricas: “A/mor / é / fo/go / que ar/de / sem / se / ver”. Tem rima interpolada, emparelhada e cruzada.
Através da utilização de antíteses e metáforas, o poeta revela a impossibilidade de definir o amor, um sentimento não só contraditório como também desejado pelo ser humano. Na primeira quadra, as ideias opostas estão relacionadas como um encadeamento lógico, uma ideia de causalidade: primeiro vem o fogo, que leva à ferida e por sua vez à dor.
No desenvolvimento do poema podemos perceber que tanto no início como no fim é utilizada a palavra “Amor”, reforçando não só o tema do poema como também a intenção do poeta de decifrar este sentimento. Para além disso, com a
utilização da conjunção “Mas” no início do segundo soneto retrata uma ideia de oposição em relação ao que o poeta tinha dito anteriormente, procurando qual a resposta para o Amor ser um sentimento tão contrário como procurado e desejado. Por fim verifica-se também uma interrogação retórica no último terceto, que funciona como conclusão; coloca uma questão aos leitores, não com o objetivo de vir a ser respondida mas sim para ser refletida, tornando-se o Amor impossível de definir.
É através de antíteses e oxímoros, como nos versos 1 a 11: “Amor é fogo que arde sem se ver;” e “É ferida que dói e não se sente;”, de metáforas: “Amor é fogo”, de anáforas: forma verbal do verbo ser “é” do 2° ao 10° verso e de enumerações: Amor é fogo, ferida, contentamento, dor e cuidar que o poeta enriquece o seu complexo poema.
Camões com este soneto permitiu aos seus leitores refletir sobre este sentimento tão contrário, belo e inquietante que nos aquece o coração e a alma, que ainda é impossível de decifrar e definir, o Amor.
E. Conceição n°11 10°A
E. Sales n°13 10°A
M. Ferreira n°21 10°A

 Pintura (pormenor) de Roy Lichtenstein
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O poema “amor é fogo que arde sem se ver”, escrito por Luís Vaz de Camões, é um soneto, ou seja, é constituído por quatro estrofes, sendo as duas primeiras quadras e as duas últimas tercetos. As quadras são constituídas por rima emparelhada e interpolada e os tercetos por rima cruzada. Os versos são constituídos por dez silabas métricas cada um, recebendo a designação de decassílabo. O soneto está inserido no tema “Experiência amorosa e reflexão sobre o amor”, sendo que está inserido nos poemas de amor conturbado. Estes poemas dividem o amor entre o anseio espiritual e o desejo e é marcado por sentimentos negativos: Saudade, culpa e insatisfação.
Neste poema, Camões tenta criar uma definição de amor. Para isso, faz diversas comparações, que acabam por dar em contradições, dando a ideia de que o amor é impossivel de definir. Ao longo do soneto, Camões tenta explicar que o amor é uma dor psicológica que nos magoa, recorrendo a expressões contraditórias, oxímoros: “é a ferida que dói e não se sente”; por meio de enumerações e contradições tenta ainda explicar que o amor também apresenta características como a dependência da pessoa amada, a intensidade dos sentimentos. Refere igualmente que por mais que ande acompanhado e rodeado por várias pessoas, continua a sentir-se solitário, pois a pessoa que ele ama não lhe retribui o amor: “É solitário andar por entre a gente”.

De seguida, é abordada a ideia de que estar apaixonado e amar, apesar de todos os sofrimentos, são ações feitas e sentidas de livre vontade. Essa ideia é dada quando o poeta se compara a um prisioneiro da amada, no entanto ele é que se prendeu a ela de livre vontade. Ainda é dito que se tem lealdade para com a pessoa que mais nos causa sofrimento, o que é contraditório.

No final do poema, concluímos que o amor consiste no conjunto de muitos sentimentos como felicidade, paixão, sofrimento, mágoa, humildade, satisfação, fidelidade, ilusão, entre outros. No entanto, é um sentimento impossível de definir com significado literal e único. O poeta acaba por transmitir ao leitor uma ideia de reflexão sobre a fragilidade do Homem perante um sentimento tão comum e no entanto tão complexo.
C. Oliveira, nº7
F. Maria, nº14
G. Fróis, nº16
H. Baptista, nº17
10º A

 Amour Fou - autor - Laurent Folco 



Pintura de Marc Chagall
O poema "Amor é fogo que arde sem se ver" é um soneto e encontra-se inserido na corrente clássica da lírica Camoniana, utilizando a medida nova, ou seja, com versos decassilábicos.
O poeta neste soneto faz 11 tentativas para explicar o amor e acaba por não o conseguir definir. No soneto é referida a dor, “é a ferida que dói e não se sente” -verso 2- o sujeito faz referência a uma dor que lhe altera a consciência por completo; a agitação, ”é fogo que arde sem se ver” -verso 1- o poeta compara o fogo a uma agitação interior; o isolamento e a solidão, “é a solitário andar por entre a gente” -verso 6- o sujeito sente-se sempre sozinho quando não está com o seu amor.
Este poema é composto por 4 estrofes, nas quais as 2 iniciais são quadras com rima interpolada e emparelhada e as 2 últimas são tercetos com rima cruzada.
Quanto à expressividade da linguagem, o poema apresenta inúmeras anáforas na repetição do verbo “ser” 11 vezes, para realçar a dificuldade de definir o Amor, antítese nas expressões ”É solitário andar por entre a gente” e “É nunca contentar-se de contente”, salientando os contrastes que o Amor provoca, e vários oxímoros em expressões como “Amor é fogo que arde sem se ver” e “É ferida que dói e não se sente”, para realçar o caráter paradoxal da vivência amorosa; na maioria dos versos, a linguagem suporta-se em  metáforas, como quando designa o Amor por «fogo» e «ferida», que expressam a violência do sofrimento amoroso.  

Camões, apesar das 11 tentativas de definir o Amor, acaba com o ponto de interrogação no final do poema. Concluímos assim que que existem inúmeras formas de definir o amor mas todas elas complexas e contraditórias.