terça-feira, 12 de novembro de 2019

"Frei Luís de Sousa" - elementos da tragédia

  ALMEIDA GARRETT, FREI LUÍS DE SOUSA
grego tragodía-as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
grego tragodía-as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
Ø AÇÃO TRÁGICA

há um conflito, sem solução, entre o passado e o presente;
    - as personagens são arrastadas para a destruição; a força do destino é superior às suas forças
      Ø ETAPAS/ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
      • desafio a forças superiores/destino
      • pathos / sofrimento (primeiro em Madalena e Telmo, depois gradualmente em todas as personagens)
      • peripécia (incêndio do palácio e, sobretudo, regresso do Romeiro)
      • reconhecimento (descoberta da identidade do Romeiro) – ponto alto da acção = climax
      • catástrofe
      Ø TEMPO 
      – A ação inicia-se numa fase muito adiantada dos acontecimentos, sendo o passado apresentado nas falas, em retrospetiva

      Ex. O primeiro casamento de D. Madalena, com 17 anos; desaparecimento de D. João há 21 anos; procura de notícias durante 7 anos; casamento há 14 anos; nascimento de Maria há 13. (na Cena II do Ato I)
      Há números/sinais especiais que marcam o tempo: o número 7; o número 3; a sexta-feira (cenas V, X, XIV, do acto I); a semana (intervalo entre Atos I e II); a noite v/s  o dia.
      Ø LINGUAGEM  

      Marcada pelo uso do falar «natural e corrente», adequado, todavia, ao estatuto das personagens:
      Vocabulário sóbrio, mas simples, não «pomposo» ou artificial;
        Frases curtas – “Tens, filha” / “Não, Maria”;
          Expressões próprias do oral -“Está bom”; “Não: credo!” “Queres lá tu saber” “Bonito!” “Louquinha!” “Ora Deus to pague!”
            Repetições: “Veem, veem?” / “Não é isso, não é isso”
              Suspensões/hesitações próximas da nossa forma de falar, traduzidas pelas reticências; expressam emoção, dúvida; muitas vezes associadas a repetições, a frases deixadas por acabar, a interjeições: …é que vos tenho lido nos olhos…Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!...e nas estrelas também – e sei coisas 


              o  Emotividade – traduzida por:
              vocabulário, nomeadamente vocábulos relacionados com emoções, sentimentos (amor, desgraça, coração, suspirar...) e as interjeições  Ah! Oh!  Credo  
              pontuação : para além das reticências, as interrogações, as frases exclamativas: - A mãe já não chora, não? Já não se enfada comigo?  

              o Familiaridade -  registo de língua dominante adequa-se à situação íntima, de diálogo afectivo entre os membros da família (incluindo Telmo):  ”Esposo da minha alma” “meu Telmo”, “Meu querido pai”, ”Ora pois, mana, ora pois!”

              ATENÇÃO: Esta síntese servirá para ajudar no TPC. Mas as vossas respostas devem centrar-se nos exemplos do texto. 

              quinta-feira, 31 de outubro de 2019

              Guião de leitura

              Se ainda não tens, consulta e imprime o guião de leitura, 
              para melhor orientação das discussões dos livros.

              terça-feira, 29 de outubro de 2019

              Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett





               Imagens do filme QUEM ÉS TU?, de João Botelho
              Aqui fica a tarefa:
              Agora que já leste a peça de teatro FREI LUÍS DE SOUSA, de Almeida Garrett
              1) Escolhe a personagem que mais te agradou ou que consideras mais curiosa ou estranha ou interessante...
              2) Imagina-te na pele dessa personagem e escreve um DIÁRIO de tudo o que se passou na história.
              (não alteres factos, datas, acontecimentos; faz de conta que és ela/ele a escrever)
              Podes criar o teu próprio caderno de escrita ou escreveres no word, escolhendo uma letra mais «clássica» ou fazeres um livro eletrónico.



              segunda-feira, 28 de outubro de 2019

              Quem És Tu Frei Luis De Sousa


              Filme Português Frei Luis de Sousa 1950


              Livros e Leituras (a escolha dos alunos)

               Livros favoritos em apresentações do 
              PROJETO DE LEITURA.11º













              Nalguns casos, destacou-se também o filme que adapta a obra. 

              Boas leituras!
              Bons filmes!

              Português, 11º - Projeto de Leitura

              De acordo com o vosso pedido, seguem algumas sugestões de livros fora da lista


              Críticas de imprensa
              "Zusak não só cria uma história original e enfeitiçante, como escreve com poesia… Uma narrativa extraordinária."
              School Library Journal

              "Uma narrativa absorvente e marcante."
              Washington Post

              "Brilhante… É um daqueles livros que podem mudar a nossa vida…"
              New York Times

              "Elegante, filosófico e comovente… Belo e importante."
              Kirkus Reviews

              "Inquietante, desafiante, triunfante e trágico… Um livro de grande fôlego, escrito de forma soberba… É impossível parar de o ler."
              Guardian


              Críticas de imprensa
              «Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
              The New York Times Book Review

              «Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
              Publishers Weekly
              Crítica
              "Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Grande Guerra Mundial, até ao avolumar de crises (inflação, desemprego, assassínio de Rathenau, aumento da influência e vitória dos Nazistas) que por fim a obrigam ao exílio mesmo na eminência de um destino trágico num campo de concentração. Há uma felicíssima imagem simbólica de tudo, que é a do lento avançar de uma trovoada que acaba por estar "mesmo em cima de nós (...) Um romance de características únicas na leitura portuguesa - e emocionalmente certeiro". ". 
               Óscar Lopes

               
              1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. 
              O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.
              Fernão de Magalhães é famoso em todo o mundo. A sua vida dava para um livro. E para uma viagem. (...) De Lisboa às Filipinas, da Micronésia à Patagónia, de África a Insulíndia, Gonçalo Cadilhe construiu uma biografia itinerante do primeiro europeu a chegar ao pacífico e reconstruiu a viagem realizada há 500 anos, a primeira a volta do globo.
              Nos Passos de Magalhães é a história de lugares mágicos contada pelos olhos de um viajante moderno. Ao mesmo tempo que nos guia pela Lisboa dos Descobrimentos, pelas ruas de Sevilha, pelas fortalezas no Índico ou pelas tribos da Patagónia, Gonçalo Cadilhe reinventa a viagem de um homem que conquistou o seu lugar no mundo. E provoca no leitor o desejo de partir.
              A Casa do Pó tem como pano de fundo um drama ocorrido em Portugal no séc. XVI protagonizado por membros da mais alta nobreza das cortes de D. Manuel I e D. João III.
              A acção estende-se por Portugal, Espanha e toda a bacia mediterrânica dominada por Venezianos e Turcos, até à Palestina e nela se sucedem episódios cheios de lirismo, de crueldade e de aventura.
              Um humor delicado e uma boa dose de "suspense" à maneira dos bons policiais são outras marcas do texto. Mas o autor, ele mesmo o escreve em nota final, não pretendeu apenas fazer uma mera "incursão pelo chamado romance histórico. O que aí está são velhos problemas da humanidade que, vindos de há séculos, ainda hoje persistem nos mesmos cenários e saltam para outros mais alargados e vastos."
              A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças.A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo.
                
              Aparição, de Vergílio Ferreira, é uma das obras mais emblemáticas do romance português do século XX - e um momento decisivo no percurso literário e filosófico do autor, personificado, de alguma maneira, pelo encontro entre Alberto e Cristina, dois personagens: «o milagre de uma aparição», «súbita aparição, foste surpresa em tudo para todos». Em Aparição, o que está em jogo é o destino e a insatisfação diante do visível, ou seja, toda a nossa condição humana. Um romance inesquecível que atravessa o tempo e fixa as inquietações que nunca cessam.

              «Une [estes contos] (...) um sub-texto que se alimenta da relação dos personagens com o seu meio, seja ele marcado pela natureza (como no caso de “A Criada do Padre”, o conto que abre a colectânea) ou pelas convenções sociais que, de um modo algo perverso, têm tanta influência na determinação da vida quotidiana desses personagens como o facto de viverem no campo, ou no litoral, ou no sopé de um vulcão.»
              Sara Figueiredo Costa, Time Out
              «Carlos Fuentes nunca deixou de se preocupar com a identidade mexicana e a forma de a expressar.»
              DN
              «O seu trabalho é de grande importância para percebermos o porquê de estarmos no mundo.»
              Nadine Gordimer (escritora)






              Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.








              Mas não é publicidade enganosa?
              Vamos ser realistas. Sempre houve astrólogos e sempre vai haver. As pessoas acham piada. Se uma pessoa tiver uma namorada e quiser descobrir umas afinidades que não descobre de outra maneira, a astrologia é imensamente útil. Melhora a vida sentimental. Torna aquilo picante.
               Carlos Fiolhais


               
              Boas Leituras!

              segunda-feira, 21 de outubro de 2019

              Sermão de Santo António - correção dos exercícios

              Como prometido, fica a correção das respostas aos exercícios (Grupo I - A e Grupo II). Nas perguntas abertas, estas respostas são guias/orientações, que certamente desenvolveram de forma mais completa; têm de respeitar o pedido e situar-se dentro destas linhas. 

              Caso haja dúvidas, já sabem: fazer pergunta direta em «comentários».

              GRUPO I - A


              GRUPO II

              No caso do último exercício de análise textual sobre tipo de argumentos, aqui fica:


              quinta-feira, 17 de outubro de 2019

              Argumentar II

              Características essenciais do texto argumentativo:
              Ø O texto é concebido de forma a convencer ou a persuadir.

              Ø A tese defendida deve ser claramente identificada pelo destinatário.

              Ø O texto deve usar um registo adequado à situação, ao destinatário e ao tema.

              Ø Os argumentos utilizados devem ser diversificados quanto ao tipo: Universais / Proverbiais / Experiência pessoal/ Históricos / Exemplares / Científicos (consulta texto de apoio, no manual)


              Estrutura do texto argumentativo (escrito; a oralidade supõe outros aspetos)

              Ø O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente contida num só parágrafo; segue-se o desenvolvimento, em parágrafos, com os respetivos argumentos e contra-argumentos, seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou contrariada.

              Ø Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores do discurso ou conectores lógicos (Ex: tempo passado-presente, causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

              Ø Tem de se escolher previamente, no plano, qual a lógica interna a seguir: é essa escolha que determina os conectores a usar; quem escreve tem de ter domínio sobre o texto e o seu encadeamento/ desenvolvimento.



              Estrutura: TESE – PREMISSA – ARGUMENTOS - CONCLUSÃO

              - Indicação do tema ou objeto de argumentação.

              - Formulação da tese defendida.

              - Demonstração, por meios de argumentos, de que é verdadeira.

              - Conclusão (tenta-se convencer ou persuadir)

              Ou

              - Formulação da tese que se quer refutar.

              - Consideração do ponto de vista contrário.

              - Refutação por meio de contra-argumentos.

              - Conclusão por ridicularização/diminuição da tese refutada (por ex. através da ironia) ou por meio de reafirmação da razão da tese defendida



              quarta-feira, 9 de outubro de 2019

              Observar, ouvir, registar...

              Caros alunos
              Recebi, dentro do prazo estabelecido, 23 áudios ou vídeos de registo do trabalho de campo, dos vários grupos das 3 turmas, realizado na aula de exterior.
              A correção, a apreciação crítica e as sugestão de melhoria já foram ou estão prestes a ser enviadas para o endereço eletrónico do elemento responsável de cada grupo. A seu tempo, publicaremos alguns exemplos.Obrigada pelo vosso cuidado.

              António Vieira - biografia (recriação)


              Esta é minha biografia
              Eu, António Vieira, nasci Lisboa em 1608. Sou oriundo de uma família pobre, o meu pai vai para o Brasil exercer um cargo público em 1609, regressa a Portugal anos mais tarde e em 1614 parto para o Brasil, colónia portuguesa, com o meu pai e com a minha mãe. Começo a aprender a ler e escrever no Colégio dos Jesuítas. Já em 1634 sou ordenado sacerdote. Neste meu século 17 começou uma nova dinastia, a dinastia de Bragança, e o El Rei D. João IV, do qual me tornei amigo, chamou-me para ser diplomata, quase como um ministro da propaganda, ou seja, destinado a convencer os outros de que Portugal estaria em boas mãos e que seria bem regido, passei assim de orador a político.
              Tive a minha primeira missão em Paris em 1646, estive envolvido em algumas das mais importantes negociações sobre a “A América Portuguesa” com os Holandeses.
              Numa das minhas célebres palestras denunciei a condição em que viviam os índios brasileiros, na terra de S. Luís de Maranhão, na data de 1654. Consegui obter uma nova lei que veio a restringir os casos de escravatura.
              Em 1660 faço das primeiras expedições organizadas ao interior da Amazónia, sendo por isso um dos primeiros a ver o que aquela terra reservava.
              Sou preso em Maranhão e sou obrigado a regressar à capital portuguesa, no ano de 1662; sou então desterrado para o Porto por ser considerado opositor do Rei D. Afonso VI, algo que mais tarde vieram a retirar e a limpar o meu bom nome (1668). Apesar de terem reconhecido que foi um erro, não me senti tão desejado como pelo meu amigo D. João IV, e por isso decidi partir para Roma e voltar a pregar. Fui para Roma, se não me falha a memória, em 1669, preguei e o meu nome foi altamente elevado até que decidi voltar a Portugal, em 1675, porém a corte foi um pouco hostil para a minha pessoa e por isso voltei para a Baía para exercer a função dos superiores de missões, onde também já passei a escrito alguns dos meus sermões que de facto foram o bem essencial para esta minha vida de altos e baixos; assim, em 1697, com 89 anos de vida,  a minha pessoa é recordada por quantos me passaram à frente da vista como um ser combativo, visionário, de bom coração e com um enorme dom da palavra .
              Assim desta forma reduzo a minha vida a uma página. Porque hoje os meus dias estão a reduzir-se a cinzas e acho que este mundo já não verei por muito mais tempo.

              Autor do texto - M. Ribeiro, 11º B

              Fontes utilizadas - disponíveis em:
              https://asas-da-fantasia.blogspot.com/2019/09/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html  
              https://asas-da-fantasia.blogspot.com/2019/09/padre-antonio-vieira-o-imperador-da.html
              Créditos da 2ª imagem (assinatura de PAV) - Arquivo Nacional da Torre do Tombo