segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Os Maias - o Realismo, a escrita queirosiana

REVISÕES

Lembrar Eça e a sua escrita
- realismo, criatividade, ironia,  reflexão sobre a pátria -

A professora universitária e especialista em Eça de Queirós dá uma precisa ajuda para relembrar o autor. No caso das nossas revisões, ouvir sobretudo a comunicação dos minutos 4,56 a 12,12 (mais centrada no Realismo, na escrita queirosiana e em exemplos de Os Maias).
 
Fonte: Ed. ASA

Os Maias - o destino de Portugal?

Atualiza-se a publicação do 11º ano, aquando do estudo de Os Maias
Serve para apoiar o estudo e para exemplificar a APRECIAÇÃO CRÍTICA.

«Os Maias»–O Portugal de ontem com um toque de modernidade
O cineasta João Botelho [...] não se limita a adaptar para o cinema a obra de Eça. Ele dá uma nova roupagem a “Os Maias”, mais moderna e inteligente. Se o livro “Os Maias” ainda hoje se mantém atual, também o filme, pela sua perspicaz e sublime realização. Botelho de forma moderna filmou este livro, mas não o faz de forma literal. Ele vai à essência do livro e transporta tudo para um teatro, porque todas aquelas personagens usam máscaras.  O realizador introduz o espectador num estúdio de cinema, onde vemos pequenas maquetas dos cenários do filme, apresenta grande parte do elenco com as fotografias dos atores e outros elementos de cinema, como o argumento do filme. As maquetas que vimos no inicio passam a tamanho real e o filme passa a ter maravilhosos cenários, pintados à mão, como se fossem telas gigantes. Sabemos assim que tudo é uma representação. Um espelho do Portugal de ontem para o Portugal de hoje.

A história, que todos os portugueses conhecem, é séria e as mensagens de crítica social e política são evidentes. O Portugal do século XIX continua muito parecido com o do século XXI. Estes episódios da vida romântica são no fundo uma crónica de costumes, de uma sociedade passiva, representados por uma classe social corrupta e sedenta de interesses mesquinhos, onde poucos acreditam em qualquer ideal que seja. O humor, por vezes melancólico, de Eça em personagens como João da Ega (o fiel amigo de Carlos da Maia) está bem implementado no filme e é um dos trunfos do realizador ao ter escolhido, e bem, o ator Pedro Inês para representar esta fantástica personagem.

Nesta versão de duas horas, Botelho não se foca tanto no romance central do livro, o romance entre Carlos e Maria, estando muito cortado, resumido. Talvez na versão mais longa, de três horas, o realizador tenha deixado que essa intriga, o romance, seja mais fluido e o principal foque do enredo.
O filme apresenta um conjunto de emblemáticos atores, sendo também esta uma das principais qualidades do filme, o seu elenco. Para além dos cerca de mil figurantes, conta com Graciano Dias (Carlos da Maia), Maria Flor (Maria Eduarda da Maia), Pedro Inês (João da Ega), Maria João Pinho (Condessa de Gouvarinho), Marcello Urgeghe (Craft), Filipe Vargas (Manuel Vilaça), Pedro Lacerda (Tomás Alencar), Hugo Mestre Amaro (Dâmaso Salcede), João Perry (Afonso da Maia), Adriano Luz (Conde de Gouvarinho), entre outros. A nível técnico é extraordinário, com uma maravilhosa fotografia e um bom som.

O destino da família Maia é o mesmo que o de Portugal. Continuamos a correr atrás do  americano (o elétrico). No geral, a obra de Botelho faz justiça à obra de Eça. É um filme interessante a não perder, e é português!»


Tiago Resende

Crítica disponível em http://www.cinema7arte.com/site/?p=11837

Os Maias - RTP - Grandes Livros

http://ensina.rtp.pt/artigo/oa-maias-grandes-livros/

Os Maias (filme)

Republica-se o material de apoio ao estudo de OS MAIAS, para apoiar as revisões.
"Os Maias", de Eça de Queirós





"Os Maias", de Eça de Queirós
(ENSINA RTP, com vv. especialistas da obra queirosiana)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Como fazer uma apreciação crítica de um filme?



Mesmo que as vossas turmas não estejam entre o público do Auditório da Escola, amanhã, nada vos impede de, depois, solicitarem este filme na Biblioteca/Centro de Recursos ou verem em casa.
 Fica uma ajuda para a construção de uma APRECIAÇÃO CRÍTICA