quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Pensar criticamente e fundamentar ideias

PROBLEMAS, SOLUÇÕES E RESPONSABILIDADES

Na aula de quarta, dia 18 de setembro,  foi proposto um exercício de pensamento crítico onde teríamos de identificar problemas na escola, no concelho, no país e no mundo; para além de identificá-los tínhamos também de propor uma possível solução, referindo as entidades responsáveis.
Na escola, o problema mais referido foi a falta de equipamento (computadores, projetores,...) e Internet, tal como a demora de reparação dos mesmos. Para tal, uma solução possível seria a exigência de mais fundos para investir na compra/reparação do equipamento e qualidade da Wi-Fi.
O problema mais observado no concelho diz respeito aos transportes públicos, nomeadamente autocarros e comboios. As soluções apresentadas foram: eletrificar as linhas férreas, aumentar os horários dos comboios/autocarros e fazer um acordo entra as escolas e as empresas de autocarros. As entidades são a CP e as empresas de autocarros.

Quando se fala do país, o principal problema é no ensino, como a carga horária muito elevada e a falta de alojamentos nas universidades. As soluções mencionadas foram a diminuição da carga horária e o aumento da verba disponível para o ensino, sendo a entidade responsável o governo.

Por fim, no mundo o maior problema foi, sem dúvidas, o uso excessivo de plásticos que leva à poluição. As soluções apresentadas foram: a substituição do plástico por materiais biodegradáveis e a aplicação dos três R's(Reduzir, Reutilizar, Reciclar) e as entidades responsáveis são os governos, a ONU e a própria população mundial.
Thiago S. e Tiago R. 11°C, 25 de setembro de 2019

Realizámos uma discussão, na aula de português, sobre os problemas mais graves da atualidade. Os problemas que os grupos consideraram mais graves na escola foram: as cadeiras de laboratório, que causam muito desconforto e por isso deveriam ser substituídas, sendo a Parque Escolar e a direção responsáveis por essa troca; o difícil acesso à internet que poderia ser melhorado com investimento em equipamentos e profissionais, por parte do ministério.
Os principais problemas do concelho mencionados pelos grupos são: as estradas com más condições que deveriam ser arranjadas, sendo esta uma responsabilidade da câmara e juntas de freguesia; a falta de comboios e autocarros competindo às empresas de transportes públicos o aumento dos horários de transporte.
Quanto ao país, os principais problemas são: a falta de profissionais de saúde e o elevado preço dos fármacos; as responsabilidades são, respetivamente, do Ministério da Saúde e do Infarmed; os preços elevados das universidades e dos alojamentos para os alunos, devendo o governo encarregar-se da diminuição desses valores.
Relativamente ao mundo, os problemas mais retratados foram: a poluição, sendo os governos e a população maioritariamente responsáveis por este acontecimento; os refugiados e a crise migratória cuja entidade responsável são os governos.

Mariana Mendes, 11°C
25 de setembro de 2019 às 12:14

A escola, a cidade, o país, o mundo


Começamos a publicação das sínteses das apresentações orais que resultaram dos trabalhos de reflexão fundamentada dos grupos.

"No âmbito da reflexão crítica, pedida nas aulas de português, vários grupos debateram e apresentaram as suas ideias sobre vários problemas da atualidade a quatro níveis interventivos.
 
A nível escolar os problemas mais abordados foram o mau funcionamento dos equipamentos eletrónicos ou o seu difícil acesso (Internet), medidas que podem ser resolvidas pelo Ministério da Educação e da direção da escola através do investimento em técnicos especializados.  Entre outras, também foram realçadas questões a nível de conforto (cadeiras de laboratório) e de segurança (aglomeração nas escadas).

A nível do concelho, o destaque foi para a má condição de algumas estradas municipais, das quais a Câmara Municipal é encarregada e onde poderia intervir para a requalificação das mesmas, o que podia promover uma melhor circulação e evitar alguns acidentes rodoviários. A falta de horários de transportes públicos, como os comboios, foi também um ponto referido, podendo ser solucionado através da CP com a criação de novos horários com transportes mais frequentes.

Quanto ao nível nacional, foi visível um descontentamento relativo aos problemas do nosso sistema de saúde, incluindo a falta de profissionais no SNS e o elevado custo de medicamentos; as soluções passam pelo aumento do salário dos profissionais e de uma maior comparticipação dos medicamentos por parte do Estado e de outras entidades responsáveis como a DGS e o Infarmed. Os grupos frisaram também problemas na educação como os elevados custos a que os universitários são sujeitos como as propinas e o alojamento, assim como o excesso de carga horária, que podia ser melhor distribuída, ambas são questões solucionáveis pelo Ministério da Educação.

Por fim, as questões ambientais como o excesso de plástico e as questões sociais como a crise de refugiados foram os dois grandes temas referidos no contexto mundial; estes problemas necessitam de medidas mais abrangentes para a sua solução tais como a utilização de outros materiais em substituição do plástico e de limpezas em praias para evitar a morte de seres vivos e a alteração do ecossistema, e a cooperação entre governos, ONGs, e a ONU para a criação de emprego e alojamento de refugiados."
Rita S. 11°C


Com este trabalho, realizado nas aulas de Português, conseguimos identificar os maiores problemas para a turma através da repetição de temas como a organização horária a nível escolar, a falta de transportes fora do centro ao nível do concelho, o envelhecimento da população a nível do país e a poluição a nível mundial.

Os grupos que falaram na organização horária referiram-se maioritariamente ao facto de existirem tempos inutilizados na manhã que fazem com que saíamos mais tarde, prejudicando o nosso tempo de estudo e lazer. A solução apresentada foi a entrega de uma proposta de horário à direção.

Ao nível do concelho, o problema mais discutido foi a falta de mobilidade fora do centro dado que passam muitos poucos autocarros nestas zonas. As propostas para a resolução deste problema foram a melhor organização destes horários e a criação de uma rede de transportes específica para esta zona.

A nível nacional, falou-se no envelhecimento da população devido à baixa taxa de natalidade causada pela falta de condições para ter filhos. A solução seriam campanhas de sensibilização e a entrega de mais benefícios a quem tivesse filhos.

Por fim, a nível planetário falou-se na poluição, que causa o aquecimento global e a destruição de espécies e habitats, o que pode eventualmente acabar com a vida na Terra. A solução seria o desenvolvimento de tecnologia neste ramo e mais campanhas de sensibilização sobre este problema.

A. Umbelino 10ºA
25 de setembro de 2019 às 09:44

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

António Vieira - um homem de ação

Sigamos, pois, o ensinamento de António Vieira! 
Se somos o que fazemos, publicamos um conjunto de vídeos, textos e ligações que vos permitem selecionar o que precisam para criar, em aula, os vossos textos - entrevistas e autobiografias.

Imagem:ncultura

Série "Grandes Livros" - Sermão de Santo António aos Peixes de Padre Ant...


Padre António Vieira - o imperador da Língua Portuguesa

António Vieira no Ensina RTP

Processo Inquisitorial do padre António Vieira. 1659-04-29 / 1668-06-30.  
Portugal, Torre do Tombo, Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 1664.


António Vieira - criação de Biografias e Entrevistas


Como  prometido, fica informação  suplementar para servir de base às autobiografias e entrevistas que irão criar em aula. Selecionem, como combinado.

I

"Nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608, sendo baptizado no dia 15 desse mês na sé [...] da mesma cidade; faleceu na Baía a 18 de julho de 1697. Era filho de Cristóvão Vieira Ravasco, fidalgo de nobre ascendência, e de D. Maria de Azevedo.
Nos fins de 1615 partiu com a sua família para a Baía, não se sabe bem, porque motivo […] A 20 de janeiro de 1616 iam naufragando nos baixos da Paraíba, e quase milagrosamente se salvaram. Ainda depois teve António Vieira uma gravíssima doença, de que escapou para glória do seu nome e da sua pátria, que tanto havia de ilustrar com o seu maravilhoso engenho."

«... aos dezassete anos de idade já era encarregado de escrever em latim as anuas que eram enviadas da província ao geral de Roma, e aos dezoito era mandado lecionar retórica no colégio de Olinda, e depois filosofia dialéctica.» (Ler artigo completo)

II
O Mundo de António Vieira - Vieira, um homem moderno
(autoria - Pedro Calafate; fonte: Instituto Camões)


III

"Notável prosador e o mais conhecido orador religioso português, o Padre António Vieira nasceu a 6 de fevereiro de 1608, em Lisboa, filho primogénito de um modesto casal burguês, e faleceu na Baía, Brasil, em 1697.

Quando tinha apenas seis anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil, tendo iniciado os seus estudos. Os jesuítas tinham sido desde sempre os portadores da cultura e civilização no Brasil, com relevo especial para os Padres José de Anchieta e Manuel de Nóbrega. Assim sendo, cursou Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, onde revelou bem cedo dotes excecionais.

 Aos 15 anos, motivado pela sua na Virgem das Maravilhas na baiana e por um sermão que ouviu sobre as torturas do Inferno, Vieira teve o seu famoso "estalo" e decidiu ingressar na Companhia de Jesus. Ante a oposição dos pais, Vieira fugiu de casa e prosseguiu a sua formação, em que predominavam as Humanidades Clássicas (principalmente o latim), a Filosofia e a Teologia, com especial relevo para a Sagrada Escritura.
Em 1625 António Vieira fez votos de pobreza, castidade e obediência e, propondo-se missionar entre os ameríndios e escravos negros, estudou a "língua geral" (tupi-guarani) e o quimbundo. Foi nomeado professor de Retórica no colégio dos Padres em Olinda, onde permaneceu dois ou três anos, tendo depois voltado à Baía com o fito de seguir os cursos de Filosofia e Teologia.


Ordenado padre em dezembro de 1634, depressa se avolumou a sua fama de orador e se celebrizaram os seus sermões que refletiam as vicissitudes da Baía, em luta contra os holandeses, e criticavam a ganância, a injustiça e a corrupção.

Em 1641, restaurada a independência, Vieira acompanhou o filho do governador, que vinha trazer a adesão do Brasil a D. João IV, à Metrópole. Em Lisboa, começou a pregar em S. Roque e logo o seu talento se espalhou pela cidade. Segundo o testemunho de D. Francisco Manuel de Melo, a afluência às pregações era tal que, como se de provérbio se tratara, corria a frase: "Manda lançar tapete de madrugada em S. Roque para ouvir o Padre António Vieira".
Cativa o favor de D. João IV, que não tardou em convidá-lo a pregar na capela real, onde ele proferiu o seu primeiro sermão no dia 1 de janeiro de 1642. Dois anos depois foi nomeado pregador régio.

[…] Voltou ao Brasil em 1653, para o estado do Maranhão e aí assumiu um papel muito ativo nos conflitos entre jesuítas e colonos, como paladino dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas.
No ano seguinte pregou o Sermão de Santo António aos Peixes. Foi expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressou a Lisboa. De novo na capital, D. João IV, seu protetor, havia falecido e D. Afonso VI, instigado pelos inimigos do orador, desterrou-o para o Porto e, mais tarde, para Coimbra.

Perfilhando as novas expectativas sebastianistas que encontrou no reino [...] escreveu o Sermão dos Bons Anos, em 1642. Foi nesta altura que a Inquisição o prendeu sob a acusação de que tomava a defesa dos judeus, acreditava nas possibilidades de um Quinto Império e nas profecias de Bandarra.

Entretanto, a situação política alterou-se. Destituído D. Afonso, subiu ao trono D. Pedro II. António Vieira foi amnistiado e retomou as pregações em Lisboa. Em 1669 parte para Roma como diplomata e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Na Cidade Eterna, continuou a defesa acérrima dos judeus e ganhou grande reputação, encantando com a sua eloquência o Papa Clemente X e a rainha Cristina da Suécia.

Regressou a Portugal em 1675; mas, agora sem apoios políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que tanto defendera), retirou-se de vez para a Baía em 1681 onde se entregou ao trabalho de compor e editar os seus Sermões.

A sua prosa é vista como um modelo de estilo vigoroso e lógico, onde a construção frásica ultrapassa o mero virtuosismo barroco. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os efeitos persuasivos que ainda hoje exercem influência no leitor, a sedução dos seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável.

As obras Sermões, Cartas e História do Futuro ficam como testemunho dessa arte."

Padre António Vieira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-26]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$padre-antonio-vieira