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quinta-feira, 3 de outubro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Pensar criticamente e fundamentar ideias
PROBLEMAS, SOLUÇÕES E RESPONSABILIDADES
Mariana Mendes, 11°C
Na aula de quarta, dia 18 de setembro, foi proposto um exercício de pensamento
crítico onde teríamos de identificar problemas na escola, no concelho,
no país e no mundo; para além de identificá-los tínhamos também de
propor uma possível solução, referindo as entidades responsáveis.
Na escola, o
problema mais referido foi a falta de
equipamento (computadores, projetores,...) e Internet, tal como a demora
de reparação dos mesmos. Para tal, uma solução possível seria a
exigência de mais fundos para investir na compra/reparação do
equipamento e qualidade da Wi-Fi.
O problema mais observado no
concelho diz respeito aos transportes públicos, nomeadamente autocarros e
comboios. As soluções apresentadas foram: eletrificar as linhas
férreas, aumentar os horários dos comboios/autocarros e fazer um acordo
entra as escolas e as empresas de autocarros. As entidades são a CP e as
empresas de autocarros.
Quando se fala do país, o principal problema
é no ensino, como a carga horária muito elevada e a falta de
alojamentos nas universidades. As soluções mencionadas foram a
diminuição da carga horária e o aumento da verba disponível para o
ensino, sendo a entidade responsável o governo.
Por fim, no mundo o
maior problema foi, sem dúvidas, o uso excessivo de plásticos que leva à
poluição. As soluções apresentadas foram: a substituição do plástico
por materiais biodegradáveis e a aplicação dos três R's(Reduzir,
Reutilizar, Reciclar) e as entidades responsáveis são os governos, a ONU e a própria
população mundial.
Thiago S. e Tiago R. 11°C, 25 de setembro de 2019
Realizámos uma discussão, na aula de português, sobre os problemas
mais graves da atualidade. Os problemas que os grupos consideraram mais
graves na escola foram: as cadeiras de laboratório, que causam muito
desconforto e por isso deveriam ser substituídas, sendo a Parque Escolar e a direção
responsáveis por essa troca; o difícil acesso à internet que poderia ser
melhorado com investimento em equipamentos e profissionais, por parte do
ministério.
Os principais problemas do concelho mencionados pelos
grupos são: as estradas com más condições que deveriam ser arranjadas,
sendo esta uma responsabilidade da câmara e juntas de freguesia; a falta
de comboios e autocarros competindo às empresas de transportes
públicos o aumento dos horários de transporte.
Quanto ao país, os
principais problemas são: a falta de profissionais de saúde e o elevado
preço dos fármacos; as responsabilidades são, respetivamente, do Ministério da Saúde e do Infarmed; os preços elevados das universidades e
dos alojamentos para os alunos, devendo o governo encarregar-se da
diminuição desses valores.
Relativamente ao mundo, os problemas mais
retratados foram: a poluição, sendo os governos e a população maioritariamente
responsáveis por este acontecimento; os refugiados e a crise migratória cuja entidade responsável são os governos.
Mariana Mendes, 11°C
25 de setembro de 2019 às 12:14
A escola, a cidade, o país, o mundo
Começamos a publicação das sínteses das apresentações orais que resultaram dos trabalhos de reflexão fundamentada dos grupos.
"No âmbito da reflexão
crítica, pedida nas aulas de português, vários grupos debateram e apresentaram as suas ideias
sobre vários problemas da atualidade a quatro níveis interventivos.
A nível escolar os problemas mais abordados foram o mau funcionamento dos
equipamentos eletrónicos ou o seu difícil acesso (Internet), medidas que podem
ser resolvidas pelo Ministério da Educação e da direção da escola através do
investimento em técnicos especializados. Entre outras, também foram
realçadas questões a nível de conforto (cadeiras de laboratório) e de segurança
(aglomeração nas escadas).
A nível do concelho, o destaque foi para a má condição de algumas estradas municipais, das quais a Câmara Municipal é encarregada e onde poderia intervir para a requalificação das mesmas, o que podia promover uma melhor circulação e evitar alguns acidentes rodoviários. A falta de horários de transportes públicos, como os comboios, foi também um ponto referido, podendo ser solucionado através da CP com a criação de novos horários com transportes mais frequentes.
Quanto ao nível nacional, foi visível um descontentamento relativo aos problemas do nosso sistema de saúde, incluindo a falta de profissionais no SNS e o elevado custo de medicamentos; as soluções passam pelo aumento do salário dos profissionais e de uma maior comparticipação dos medicamentos por parte do Estado e de outras entidades responsáveis como a DGS e o Infarmed. Os grupos frisaram também problemas na educação como os elevados custos a que os universitários são sujeitos como as propinas e o alojamento, assim como o excesso de carga horária, que podia ser melhor distribuída, ambas são questões solucionáveis pelo Ministério da Educação.
Por fim, as questões ambientais como o excesso de plástico e as questões sociais como a crise de refugiados foram os dois grandes temas referidos no contexto mundial; estes problemas necessitam de medidas mais abrangentes para a sua solução tais como a utilização de outros materiais em substituição do plástico e de limpezas em praias para evitar a morte de seres vivos e a alteração do ecossistema, e a cooperação entre governos, ONGs, e a ONU para a criação de emprego e alojamento de refugiados."
Rita S. 11°C
Com este trabalho, realizado nas aulas de Português, conseguimos identificar os maiores problemas para a turma através da repetição de temas como a organização horária a nível escolar, a falta de transportes fora do centro ao nível do concelho, o envelhecimento da população a nível do país e a poluição a nível mundial.
Os grupos que falaram na organização horária referiram-se maioritariamente ao facto de existirem tempos inutilizados na manhã que fazem com que saíamos mais tarde, prejudicando o nosso tempo de estudo e lazer. A solução apresentada foi a entrega de uma proposta de horário à direção.
Ao nível do concelho, o problema mais discutido foi a falta de mobilidade fora do centro dado que passam muitos poucos autocarros nestas zonas. As propostas para a resolução deste problema foram a melhor organização destes horários e a criação de uma rede de transportes específica para esta zona.
A nível nacional, falou-se no envelhecimento da população devido à baixa taxa de natalidade causada pela falta de condições para ter filhos. A solução seriam campanhas de sensibilização e a entrega de mais benefícios a quem tivesse filhos.
Por fim, a nível planetário falou-se na poluição, que causa o aquecimento global e a destruição de espécies e habitats, o que pode eventualmente acabar com a vida na Terra. A solução seria o desenvolvimento de tecnologia neste ramo e mais campanhas de sensibilização sobre este problema.
A. Umbelino 10ºA
25 de setembro de 2019 às 09:44
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
António Vieira - um homem de ação
Sigamos, pois, o ensinamento de António Vieira!
Se somos o que fazemos, publicamos um conjunto de vídeos, textos e ligações que vos permitem selecionar o que precisam para criar, em aula, os vossos textos - entrevistas e autobiografias.
Imagem:ncultura
Imagem:ncultura
António Vieira no Ensina RTP
Processo Inquisitorial do padre António Vieira. 1659-04-29 / 1668-06-30.
Portugal, Torre do Tombo, Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 1664.
António Vieira - criação de Biografias e Entrevistas
Como prometido, fica informação suplementar para servir de base às autobiografias e entrevistas que irão criar em aula. Selecionem, como combinado.
I
"Nasceu em Lisboa a 6 de
fevereiro de 1608, sendo baptizado no dia 15 desse mês na sé [...] da
mesma cidade; faleceu na Baía a 18 de julho de 1697. Era filho de Cristóvão
Vieira Ravasco, fidalgo de nobre ascendência, e de D. Maria de Azevedo.
Nos fins de 1615 partiu com a
sua família para a Baía, não se sabe bem, porque motivo […] A 20 de janeiro de
1616 iam naufragando nos baixos da Paraíba, e quase milagrosamente se salvaram.
Ainda depois teve António Vieira uma gravíssima doença, de que escapou para
glória do seu nome e da sua pátria, que tanto havia de ilustrar com o seu
maravilhoso engenho."
«... aos dezassete anos de idade já era encarregado de escrever em latim as anuas que eram enviadas da província ao geral de Roma, e aos dezoito era mandado lecionar retórica no colégio de Olinda, e depois filosofia dialéctica.» (Ler artigo completo)
II
O Mundo de António Vieira - Vieira, um homem moderno
(autoria - Pedro Calafate; fonte: Instituto Camões)
III
"Notável
prosador e o mais conhecido
orador religioso português,
o Padre António Vieira
nasceu a 6 de fevereiro
de 1608, em
Lisboa, filho primogénito
de um modesto
casal burguês, e faleceu
na Baía, Brasil,
em 1697.
Quando tinha apenas seis anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil, tendo aí iniciado os seus estudos. Os jesuítas tinham sido desde sempre os portadores da cultura e civilização no Brasil, com relevo especial para os Padres José de Anchieta e Manuel de Nóbrega. Assim sendo, cursou Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, onde revelou bem cedo dotes excecionais.
Aos 15
anos, motivado pela
sua fé na
Virgem das Maravilhas
na Sé baiana
e por um sermão
que ouviu sobre
as torturas do
Inferno, Vieira teve
o seu famoso "estalo"
e decidiu ingressar
na Companhia de
Jesus. Ante a oposição
dos pais, Vieira
fugiu de casa
e prosseguiu a sua formação,
em que predominavam
as Humanidades Clássicas
(principalmente o latim), a Filosofia e a Teologia, com
especial relevo para
a Sagrada Escritura.
Em 1625 António Vieira fez votos de
pobreza, castidade e obediência e, propondo-se missionar entre os ameríndios e
escravos negros, estudou a "língua geral" (tupi-guarani) e o
quimbundo. Foi nomeado professor de Retórica no colégio dos Padres em Olinda,
onde permaneceu dois ou três anos, tendo depois voltado à Baía com o fito de
seguir os cursos de Filosofia e Teologia.
Ordenado padre em dezembro de 1634,
depressa se avolumou a sua fama de orador e se celebrizaram os seus sermões que
refletiam as vicissitudes da Baía, em luta contra os holandeses, e criticavam a
ganância, a injustiça e a corrupção.
Em 1641, restaurada a independência,
Vieira acompanhou o filho do governador, que vinha trazer a adesão do Brasil a
D. João IV, à Metrópole. Em Lisboa, começou a pregar em S. Roque e logo o seu
talento se espalhou pela cidade. Segundo o testemunho de D. Francisco Manuel de
Melo, a afluência às pregações era tal que, como se de provérbio se tratara,
corria a frase: "Manda lançar tapete de madrugada em S. Roque para ouvir o
Padre António Vieira".
Cativa o favor de D. João IV, que não
tardou em convidá-lo a pregar na capela real, onde ele proferiu o seu primeiro
sermão no dia 1 de janeiro de 1642. Dois anos depois foi nomeado pregador
régio.
[…] Voltou ao Brasil em 1653, para o
estado do Maranhão e aí assumiu um papel muito ativo nos conflitos entre
jesuítas e colonos, como paladino dos direitos humanos, a propósito da
exploração dos indígenas.
No ano seguinte pregou o Sermão de Santo
António aos Peixes. Foi expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressou
a Lisboa. De novo na capital, D. João IV, seu protetor, havia falecido e D.
Afonso VI, instigado pelos inimigos do orador, desterrou-o para o Porto e, mais
tarde, para Coimbra.
Perfilhando as novas expectativas sebastianistas
que encontrou no reino [...] escreveu o Sermão dos Bons Anos, em 1642. Foi
nesta altura que a Inquisição o prendeu sob a acusação de que tomava a defesa
dos judeus, acreditava nas possibilidades de um Quinto Império e nas profecias
de Bandarra.
Entretanto, a situação política
alterou-se. Destituído D. Afonso, subiu ao trono D. Pedro II. António Vieira
foi amnistiado e retomou as pregações em Lisboa. Em 1669 parte para Roma como
diplomata e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo
Ofício. Na Cidade Eterna, continuou a defesa acérrima dos judeus e ganhou
grande reputação, encantando com a sua eloquência o Papa Clemente X e a rainha
Cristina da Suécia.
Regressou a Portugal em 1675; mas, agora
sem apoios políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que
tanto defendera), retirou-se de vez para a Baía em 1681 onde se entregou ao
trabalho de compor e editar os seus Sermões.
A sua prosa é vista como um modelo de
estilo vigoroso e lógico, onde a construção frásica ultrapassa o mero
virtuosismo barroco. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os
efeitos persuasivos que ainda hoje exercem influência no leitor, a sedução dos
seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas
irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável.
As obras Sermões, Cartas e História
do Futuro ficam como testemunho dessa arte."
Padre António Vieira in Artigos de apoio
Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-26].
Disponível na Internet:
https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$padre-antonio-vieira
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