quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A. Garrett - O Romantismo

Características da literatura romântica

«A dimensão histórico-cultural, a variedade temática e mesmo algumas contradições ideológicas fazem do Romantismo um período literário de complexa e árdua caracterização.

O tempo do Pré-Romantismo, fase inicial do período, revela autores e temas decisivos para a formação do Romantismo. A identificação com a natureza, lugar de autenticidade e pureza, a vivência do sentimento do amor, sentimento angustiado e fatidicamente resolvido, a valorização emocional e mesmo estética do sentimento religioso provêm do Pré-Romantismo e estendem-se ao Romantismo, em várias latitudes e registos.

Com eles chegam também outros temas e comportamentos fundamentais: a rebeldia do herói romântico, a busca do absoluto (por exemplo: o absoluto amoroso), a ironia crítica e distanciadora, o culto da liberdade, a instabilidade gerada pelo vague des passions e pelo mal du siècle, a autenticidade por vezes aliada ao gosto do popular e do tradicional, noutros casos conjugada com a evasão para cenários exóticos ou para tempos medievais, e o dandismo antiburguês constituem alguns desses temas e comportamentos.

O Liberalismo foi, pois, para muitos românticos, uma referência ideológica incontornável do Romantismo. Declarou-o expressamente Victor Hugo no famoso prefácio de Hernani: «O Romantismo», escrevia em 1830, «não existe levando-se tudo em consideração — e esta é a sua definição real — se não for encarado pelo seu lado militante, que é o do “liberalismo” em literatura».
A liberdade de pensamento e de expressão, a fraternidade social, nalguns casos mesmo a apologia da soberania popular constituem valores que estreitamente se cruzam com a propensão individualista e idealista que caracteriza uma parcela significativa do Romantismo europeu; não por acaso, Lilian R. Furst conexionou o individualismo romântico com os ideais saídos da Revolução Francesa: «A afirmação da esmagadora importância do indivíduo representa, na verdade, o crucial ponto de viragem na história da sociedade e na da literatura. Desta crença nos direitos dos indivíduos decorrem os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade que inspiraram a Revolução Francesa.»

A par disso — e algumas vezes como consequência disso —, o Romantismo foi também ideologicamente nacionalista. Não esqueçamos que o tempo romântico corresponde à época de refundação e reafirmação de nacionalidades; e o envolvimento direto de escritores românticos em causas nacionalistas (em prol da independência da Polónia ou da Grécia, por exemplo) revela expressivamente o profundo significado romântico de tais causas, de certa forma na decorrência do culto da autenticidade a que já fizemos referência e em sintonia íntima com o valor da liberdade.
Carlos Reis, «Pré-Romantismo e Romantismo», O Conhecimento da Literatura. Introdução aos Estudos Literários

2.ª ed., Coimbra, Livraria Almedina, 2008, pp. 422-427 (com adaptações).

1. Registe por tópicos as características do Romantismo mencionadas no texto.»

Créditos:
Texto e exercício disponível em  
https://www.santillana.pt/files/DNLCNT/Priv//_11811_c.book/258/index.html#/pag/77

Imagem:  Autor: Leonel Marques Pereira (1828 - 1892); pintura - "Festa na Aldeia".

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Olha à tua volta! 1- Exclusão social

Segundo o jornal Público, dentro da matéria de pobreza e exclusão social, Portugal surge em 11.º lugar numa lista de 26 Estados para os quais estão disponíveis dados relativos a 2017, ou seja, cerca de um quarto da população portuguesa (23,3%) está “em risco de pobreza”.

De acordo com os estudos realizados pelo INE, uma pessoa que viva em Portugal corre risco de pobreza se tiver um rendimento mensal inferior a 460 euros.

Ainda que desde o ano de 2003 o risco de pobreza em Portugal tenha diminuído, entre os anos de 2013 e 2014 voltou a aumentar, chegando aos valores de 19,5%, devido a crise financeira do país.

Em 2017, Portugal registou uma melhoria significativa, mantendo-se nos 17,3%. Para a melhoria do mesmo contribuíram a reposição e aumento das pensões, bem como o aumento do salário mínimo para 600 euros, permitindo assim cerca de 100 mil portugueses abandonar a situação de pobreza e segundo o gabinete de estatística da comissão europeia, Eurostat, a proporção de famílias em situação de pobreza e de exclusão social passou de 20,3% para 21,6%.

A taxa de pobreza das famílias monoparentais e das famílias alargadas, com 3 ou mais crianças revela que continuam a ser os grupos sociais mais vulneráveis a este problema, verificando-se, em 2017, uma descida de cerca de 4,8 e 9,8 pontos percentuais para os respetivos grupos sociais.Uma das causas para a pobreza destes grupos sociais está relacionada com a forte exclusão no mercado de trabalho ou da baixa intensidade laboral que passou de 8% para 7,2%. 

Lucas J. 11ºB
17 de novembro
 
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Atualidade - A pobreza em Portugal

A pobreza em Portugal tem sido um tema abordado pelo instituto nacional de estatística, INE, desde o ano de 2003, onde foi apresentado a maior taxa deste indicador com cerca de 20,4% da população nacional com risco de pobreza. 

Segundo o INE, uma pessoa que habite em Portugal corre risco de pobreza, caso tenha um rendimento médio em Portugal, ou seja, uma pessoa e considerada pobre se tiver um rendimento mensal inferior a 460 euros, em Portugal. 

De acordo com os estudos realizados pelo INE, desde o ano de 2003 ocorreu uma diminuição do risco de pobreza em Portugal, mas tendo-se agravado entre os anos de 2013 e 2014, para 19,5%, devido a crise financeira do país. 

Em 2017 Portugal registou-se uma melhoria significativa do risco de pobreza, cifrando-se em cerca de 17,3%. Para esta melhoria contribuíram a reposição e aumento das pensões, bem como o aumento do salário mínimo para 600 euros. Permitindo assim cerca de 100 mil portugueses abandonarem a situação de pobreza apesar da linha de pobreza ter aumentado cerca de 3%. 

Nesse mesmo ano, houve uma descida de 1,9 pontos percentuais (pp), da proporção de crianças e de jovens com idade inferior a 18 anos, de 20,7% para 19,0%. A taxa de pobreza das famílias monoparentais e das famílias alargadas, com 3 ou mais crianças, são os grupos socias mais vulneráveis à situação de pobreza, mas em 2017 registou-se uma descida em cerca de 4,8 pp e 9,8 pp, respetivamente. Uma das causas para haver pobreza destes grupos sociais está relacionada com a proporção da família, com a forte exclusão no mercado de trabalho ou da baixa intensidade laboral que passou de 8% para 7,2%. Segundo o gabinete de estatística da Comissão Europeia, Eurostat, a proporção de famílias em situação de pobreza e de exclusão social passou de 20,3% para 21,6%. 

Apesar de, em Portugal, ocorrer uma evolução dos principais indicadores de pobreza, a população idosa de Portugal apresentou um agravamento de 0,7 pp, tendo-se fixado em 2017 nos 17,7%, pois em Portugal durante a maior parte do tempo da ditadura não houve sistema de segurança social, houve uma política que apostou numa população com baixo índice de formação e com baixo rendimentos. 

Atualmente com o aumento de esperança de vida, aliados aos reduzidos contributos para segurança social ao longo da sua vida de trabalho fruto dos seus baixos rendimentos, atualmente possuem reformas com o valor muito reduzido. Este contexto permite a existência de uma faixa elevada da população idosa a viver no limiar da pobreza que não e mais grave fruto dos subsídios/complementos que o estado atribui para minimizar o impacto da pobreza a nível nacional.

Taxa de risco de pobreza por grupo etário: antes e após transferências sociais:


Fonte: · Pordata - https://www.pordata.pt/Subtema/Portugal/Rendimentos-48 · Portugal Desigual - https://portugaldesigual.ffms.pt/


Trabalho realizado:
João R. 11ºB

Atualidade - Reflexão Crítica

Crianças e jovens negligenciados em Portugal


“A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.”
“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los.”
Padre António Vieira


Tal como afirma Padre António Vieira uma coisa é contar os anos, outra coisa é vivê-los. Mas para estas 60.000 crianças e jovens é difícil viver os anos quando estas demonstram comportamentos perigosos como indisciplina, dependências de álcool ou de drogas. Os quais, muitas vezes são reflexo da infância que tiveram.

Os comportamentos dos pais são os principais responsáveis, a negligência apresenta 40% dos casos de perigo. A prostituição e o álcool são os principais problemas destes progenitores. A violência doméstica também é posta em causa, com mais de 1661 crianças sofreram este tipo de abusos.

Ao contrário do que António Vieira afirma, estas crianças não valorizam (ou não conseguem) a educação devido ao seu passado. Tendo como base as estatísticas, cerca de 2422 jovens não têm respeitado o seu direito à educação. Devido ao mau trato físico ou psicológico, abuso infantil ou abuso sexual, surge o absentismo e o abandono escolar. 

Nove em 818 crianças foram colocadas em famílias de acolhimento, sendo que este número está a diminuir de ano para ano, porque pensa-se que o problema é capaz de ser resolvido em instituições. 

Acho que não sou a única que fica transtornada ao conhecer estas tristes realidades, apesar de não escolhermos a lar em que nascemos, devemos ter a noção do que está certo e do que está errado para não cometermos os mesmos erros dos outros. Devemos tentar encontrar, apesar de ser difícil, algo que nos guie para fora deste caminho sombrio da negligência do sistema. Temos de ser superiores ao sistema, pedir ajuda a instituições ou a um amigo/familiar. Podemos não conseguir alterar o sistema assim tão depressa, mas conseguimos sem dúvida ajudar, de algum modo, o outro. 

Assim, concluo que os casos de negligência do tempo do Padre António Vieira ainda persistem, infelizmente, hoje em dia. Por isso devemos tentar fazer os possíveis (não só os envolvidos, mas sim todos os cidadãos) para mudar estas injustiças para com estas crianças e jovens, para estas terem um futuro melhor. 

Fontes:https://www.publico.pt/2019/05/22/sociedade/noticia/2018-menos-criancas-acompanhadas-estarem-perigo-819-institucionalizadas-1873723 https://www.dn.pt/edicao-do-dia/23-mai-2019/indisciplina-droga-e-alcool-comportamentos-perigosos-de-criancas-e-jovens-aumentou--10929996.html
(consultado dia 9 de novembro de 2019)

Laura T.
11ºB

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Diários


Se fizerem versão eletrónica, deixem aqui os vossos DIÁRIOS. 

"Frei Luís de Sousa" - elementos da tragédia

  ALMEIDA GARRETT, FREI LUÍS DE SOUSA
grego tragodía-as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
grego tragodía-as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
Ø AÇÃO TRÁGICA

há um conflito, sem solução, entre o passado e o presente;
    - as personagens são arrastadas para a destruição; a força do destino é superior às suas forças
      Ø ETAPAS/ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
      • desafio a forças superiores/destino
      • pathos / sofrimento (primeiro em Madalena e Telmo, depois gradualmente em todas as personagens)
      • peripécia (incêndio do palácio e, sobretudo, regresso do Romeiro)
      • reconhecimento (descoberta da identidade do Romeiro) – ponto alto da acção = climax
      • catástrofe
      Ø TEMPO 
      – A ação inicia-se numa fase muito adiantada dos acontecimentos, sendo o passado apresentado nas falas, em retrospetiva

      Ex. O primeiro casamento de D. Madalena, com 17 anos; desaparecimento de D. João há 21 anos; procura de notícias durante 7 anos; casamento há 14 anos; nascimento de Maria há 13. (na Cena II do Ato I)
      Há números/sinais especiais que marcam o tempo: o número 7; o número 3; a sexta-feira (cenas V, X, XIV, do acto I); a semana (intervalo entre Atos I e II); a noite v/s  o dia.
      Ø LINGUAGEM  

      Marcada pelo uso do falar «natural e corrente», adequado, todavia, ao estatuto das personagens:
      Vocabulário sóbrio, mas simples, não «pomposo» ou artificial;
        Frases curtas – “Tens, filha” / “Não, Maria”;
          Expressões próprias do oral -“Está bom”; “Não: credo!” “Queres lá tu saber” “Bonito!” “Louquinha!” “Ora Deus to pague!”
            Repetições: “Veem, veem?” / “Não é isso, não é isso”
              Suspensões/hesitações próximas da nossa forma de falar, traduzidas pelas reticências; expressam emoção, dúvida; muitas vezes associadas a repetições, a frases deixadas por acabar, a interjeições: …é que vos tenho lido nos olhos…Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!...e nas estrelas também – e sei coisas 


              o  Emotividade – traduzida por:
              vocabulário, nomeadamente vocábulos relacionados com emoções, sentimentos (amor, desgraça, coração, suspirar...) e as interjeições  Ah! Oh!  Credo  
              pontuação : para além das reticências, as interrogações, as frases exclamativas: - A mãe já não chora, não? Já não se enfada comigo?  

              o Familiaridade -  registo de língua dominante adequa-se à situação íntima, de diálogo afectivo entre os membros da família (incluindo Telmo):  ”Esposo da minha alma” “meu Telmo”, “Meu querido pai”, ”Ora pois, mana, ora pois!”

              ATENÇÃO: Esta síntese servirá para ajudar no TPC. Mas as vossas respostas devem centrar-se nos exemplos do texto. 

              quinta-feira, 31 de outubro de 2019

              Guião de leitura

              Se ainda não tens, consulta e imprime o guião de leitura, 
              para melhor orientação das discussões dos livros.

              terça-feira, 29 de outubro de 2019

              Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett





               Imagens do filme QUEM ÉS TU?, de João Botelho
              Aqui fica a tarefa:
              Agora que já leste a peça de teatro FREI LUÍS DE SOUSA, de Almeida Garrett
              1) Escolhe a personagem que mais te agradou ou que consideras mais curiosa ou estranha ou interessante...
              2) Imagina-te na pele dessa personagem e escreve um DIÁRIO de tudo o que se passou na história.
              (não alteres factos, datas, acontecimentos; faz de conta que és ela/ele a escrever)
              Podes criar o teu próprio caderno de escrita ou escreveres no word, escolhendo uma letra mais «clássica» ou fazeres um livro eletrónico.



              segunda-feira, 28 de outubro de 2019

              Quem És Tu Frei Luis De Sousa


              Filme Português Frei Luis de Sousa 1950


              Livros e Leituras (a escolha dos alunos)

               Livros favoritos em apresentações do 
              PROJETO DE LEITURA.11º













              Nalguns casos, destacou-se também o filme que adapta a obra. 

              Boas leituras!
              Bons filmes!

              Português, 11º - Projeto de Leitura

              De acordo com o vosso pedido, seguem algumas sugestões de livros fora da lista


              Críticas de imprensa
              "Zusak não só cria uma história original e enfeitiçante, como escreve com poesia… Uma narrativa extraordinária."
              School Library Journal

              "Uma narrativa absorvente e marcante."
              Washington Post

              "Brilhante… É um daqueles livros que podem mudar a nossa vida…"
              New York Times

              "Elegante, filosófico e comovente… Belo e importante."
              Kirkus Reviews

              "Inquietante, desafiante, triunfante e trágico… Um livro de grande fôlego, escrito de forma soberba… É impossível parar de o ler."
              Guardian


              Críticas de imprensa
              «Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
              The New York Times Book Review

              «Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
              Publishers Weekly
              Crítica
              "Numa escrita inexcedivelmente sóbria e transparente, e através de breves episódios, este romance conduz-nos em crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Grande Guerra Mundial, até ao avolumar de crises (inflação, desemprego, assassínio de Rathenau, aumento da influência e vitória dos Nazistas) que por fim a obrigam ao exílio mesmo na eminência de um destino trágico num campo de concentração. Há uma felicíssima imagem simbólica de tudo, que é a do lento avançar de uma trovoada que acaba por estar "mesmo em cima de nós (...) Um romance de características únicas na leitura portuguesa - e emocionalmente certeiro". ". 
               Óscar Lopes

               
              1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. 
              O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.
              Fernão de Magalhães é famoso em todo o mundo. A sua vida dava para um livro. E para uma viagem. (...) De Lisboa às Filipinas, da Micronésia à Patagónia, de África a Insulíndia, Gonçalo Cadilhe construiu uma biografia itinerante do primeiro europeu a chegar ao pacífico e reconstruiu a viagem realizada há 500 anos, a primeira a volta do globo.
              Nos Passos de Magalhães é a história de lugares mágicos contada pelos olhos de um viajante moderno. Ao mesmo tempo que nos guia pela Lisboa dos Descobrimentos, pelas ruas de Sevilha, pelas fortalezas no Índico ou pelas tribos da Patagónia, Gonçalo Cadilhe reinventa a viagem de um homem que conquistou o seu lugar no mundo. E provoca no leitor o desejo de partir.
              A Casa do Pó tem como pano de fundo um drama ocorrido em Portugal no séc. XVI protagonizado por membros da mais alta nobreza das cortes de D. Manuel I e D. João III.
              A acção estende-se por Portugal, Espanha e toda a bacia mediterrânica dominada por Venezianos e Turcos, até à Palestina e nela se sucedem episódios cheios de lirismo, de crueldade e de aventura.
              Um humor delicado e uma boa dose de "suspense" à maneira dos bons policiais são outras marcas do texto. Mas o autor, ele mesmo o escreve em nota final, não pretendeu apenas fazer uma mera "incursão pelo chamado romance histórico. O que aí está são velhos problemas da humanidade que, vindos de há séculos, ainda hoje persistem nos mesmos cenários e saltam para outros mais alargados e vastos."
              A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças.A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo.
                
              Aparição, de Vergílio Ferreira, é uma das obras mais emblemáticas do romance português do século XX - e um momento decisivo no percurso literário e filosófico do autor, personificado, de alguma maneira, pelo encontro entre Alberto e Cristina, dois personagens: «o milagre de uma aparição», «súbita aparição, foste surpresa em tudo para todos». Em Aparição, o que está em jogo é o destino e a insatisfação diante do visível, ou seja, toda a nossa condição humana. Um romance inesquecível que atravessa o tempo e fixa as inquietações que nunca cessam.

              «Une [estes contos] (...) um sub-texto que se alimenta da relação dos personagens com o seu meio, seja ele marcado pela natureza (como no caso de “A Criada do Padre”, o conto que abre a colectânea) ou pelas convenções sociais que, de um modo algo perverso, têm tanta influência na determinação da vida quotidiana desses personagens como o facto de viverem no campo, ou no litoral, ou no sopé de um vulcão.»
              Sara Figueiredo Costa, Time Out
              «Carlos Fuentes nunca deixou de se preocupar com a identidade mexicana e a forma de a expressar.»
              DN
              «O seu trabalho é de grande importância para percebermos o porquê de estarmos no mundo.»
              Nadine Gordimer (escritora)






              Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.








              Mas não é publicidade enganosa?
              Vamos ser realistas. Sempre houve astrólogos e sempre vai haver. As pessoas acham piada. Se uma pessoa tiver uma namorada e quiser descobrir umas afinidades que não descobre de outra maneira, a astrologia é imensamente útil. Melhora a vida sentimental. Torna aquilo picante.
               Carlos Fiolhais


               
              Boas Leituras!

              segunda-feira, 21 de outubro de 2019

              Sermão de Santo António - correção dos exercícios

              Como prometido, fica a correção das respostas aos exercícios (Grupo I - A e Grupo II). Nas perguntas abertas, estas respostas são guias/orientações, que certamente desenvolveram de forma mais completa; têm de respeitar o pedido e situar-se dentro destas linhas. 

              Caso haja dúvidas, já sabem: fazer pergunta direta em «comentários».

              GRUPO I - A


              GRUPO II

              No caso do último exercício de análise textual sobre tipo de argumentos, aqui fica:


              quinta-feira, 17 de outubro de 2019

              Argumentar II

              Características essenciais do texto argumentativo:
              Ø O texto é concebido de forma a convencer ou a persuadir.

              Ø A tese defendida deve ser claramente identificada pelo destinatário.

              Ø O texto deve usar um registo adequado à situação, ao destinatário e ao tema.

              Ø Os argumentos utilizados devem ser diversificados quanto ao tipo: Universais / Proverbiais / Experiência pessoal/ Históricos / Exemplares / Científicos (consulta texto de apoio, no manual)


              Estrutura do texto argumentativo (escrito; a oralidade supõe outros aspetos)

              Ø O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente contida num só parágrafo; segue-se o desenvolvimento, em parágrafos, com os respetivos argumentos e contra-argumentos, seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou contrariada.

              Ø Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores do discurso ou conectores lógicos (Ex: tempo passado-presente, causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

              Ø Tem de se escolher previamente, no plano, qual a lógica interna a seguir: é essa escolha que determina os conectores a usar; quem escreve tem de ter domínio sobre o texto e o seu encadeamento/ desenvolvimento.



              Estrutura: TESE – PREMISSA – ARGUMENTOS - CONCLUSÃO

              - Indicação do tema ou objeto de argumentação.

              - Formulação da tese defendida.

              - Demonstração, por meios de argumentos, de que é verdadeira.

              - Conclusão (tenta-se convencer ou persuadir)

              Ou

              - Formulação da tese que se quer refutar.

              - Consideração do ponto de vista contrário.

              - Refutação por meio de contra-argumentos.

              - Conclusão por ridicularização/diminuição da tese refutada (por ex. através da ironia) ou por meio de reafirmação da razão da tese defendida



              quarta-feira, 9 de outubro de 2019

              Observar, ouvir, registar...

              Caros alunos
              Recebi, dentro do prazo estabelecido, 23 áudios ou vídeos de registo do trabalho de campo, dos vários grupos das 3 turmas, realizado na aula de exterior.
              A correção, a apreciação crítica e as sugestão de melhoria já foram ou estão prestes a ser enviadas para o endereço eletrónico do elemento responsável de cada grupo. A seu tempo, publicaremos alguns exemplos.Obrigada pelo vosso cuidado.

              António Vieira - biografia (recriação)


              Esta é minha biografia
              Eu, António Vieira, nasci Lisboa em 1608. Sou oriundo de uma família pobre, o meu pai vai para o Brasil exercer um cargo público em 1609, regressa a Portugal anos mais tarde e em 1614 parto para o Brasil, colónia portuguesa, com o meu pai e com a minha mãe. Começo a aprender a ler e escrever no Colégio dos Jesuítas. Já em 1634 sou ordenado sacerdote. Neste meu século 17 começou uma nova dinastia, a dinastia de Bragança, e o El Rei D. João IV, do qual me tornei amigo, chamou-me para ser diplomata, quase como um ministro da propaganda, ou seja, destinado a convencer os outros de que Portugal estaria em boas mãos e que seria bem regido, passei assim de orador a político.
              Tive a minha primeira missão em Paris em 1646, estive envolvido em algumas das mais importantes negociações sobre a “A América Portuguesa” com os Holandeses.
              Numa das minhas célebres palestras denunciei a condição em que viviam os índios brasileiros, na terra de S. Luís de Maranhão, na data de 1654. Consegui obter uma nova lei que veio a restringir os casos de escravatura.
              Em 1660 faço das primeiras expedições organizadas ao interior da Amazónia, sendo por isso um dos primeiros a ver o que aquela terra reservava.
              Sou preso em Maranhão e sou obrigado a regressar à capital portuguesa, no ano de 1662; sou então desterrado para o Porto por ser considerado opositor do Rei D. Afonso VI, algo que mais tarde vieram a retirar e a limpar o meu bom nome (1668). Apesar de terem reconhecido que foi um erro, não me senti tão desejado como pelo meu amigo D. João IV, e por isso decidi partir para Roma e voltar a pregar. Fui para Roma, se não me falha a memória, em 1669, preguei e o meu nome foi altamente elevado até que decidi voltar a Portugal, em 1675, porém a corte foi um pouco hostil para a minha pessoa e por isso voltei para a Baía para exercer a função dos superiores de missões, onde também já passei a escrito alguns dos meus sermões que de facto foram o bem essencial para esta minha vida de altos e baixos; assim, em 1697, com 89 anos de vida,  a minha pessoa é recordada por quantos me passaram à frente da vista como um ser combativo, visionário, de bom coração e com um enorme dom da palavra .
              Assim desta forma reduzo a minha vida a uma página. Porque hoje os meus dias estão a reduzir-se a cinzas e acho que este mundo já não verei por muito mais tempo.

              Autor do texto - M. Ribeiro, 11º B

              Fontes utilizadas - disponíveis em:
              https://asas-da-fantasia.blogspot.com/2019/09/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html  
              https://asas-da-fantasia.blogspot.com/2019/09/padre-antonio-vieira-o-imperador-da.html
              Créditos da 2ª imagem (assinatura de PAV) - Arquivo Nacional da Torre do Tombo