segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Reinventar a educação para enfrentar o futuro | Vodafone Future


Destino?

Frei Luís de Sousa 
paixão|destino|família|patriotismo
Peter Blau, Pintura sobre vidro

Para a próxima aula de preparação para exame:

  1. Quem é, a vosso ver, a personagem central de Frei Luís de Sousa

  1. O que preocupa e aflige D. Madalena desde o início (afinal tem tudo para ser feliz...)?

  1. Se estivessem no lugar de Maria como acham que reagiriam?

  1. Há algum(a) culpado(a) na peça? Quem? Porquê?

  1. D. João de Portugal é:
- Um herói injustiçado e traído?
- Um fantasma que não deveria ter voltado?
- Um pobre diabo, patético e deslocado no tempo e no espaço?

Tragédia - Frei Luís de Sousa (revisões)

  ALMEIDA GARRETT, FREI LUÍS DE SOUSA


Ø ACÇÃO TRÁGICA
Ø  Há um conflito, sem solução, entre o passado e o presente;
Ø  As personagens são arrastadas para a destruição; a força do destino é superior às suas forças

Ø ETAPAS/ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
Ø  desafio a forças superiores/destino
Ø  pathos / sofrimento (primeiro em Madalena e Telmo, depois gradualmente em todas as personagens)
Ø  peripécia (incêndio do palácio e, sobretudo, regresso do Romeiro)
Ø  reconhecimento (descoberta da identidade do Romeiro) – ponto alto da acção = climax
Ø  catástrofe

Ø TEMPO 
-       A ação inicia-se numa fase muito adiantada dos acontecimentos, sendo o passado apresentado nas falas, em retrospetiva
-       Ex. 1º casamento de D. Madalena, com 17 anos; desaparecimento de D. João há 21 anos; procura de notícias durante 7 anos; casamento há 14 anos; nascimento de Maria há 13. (na Cena II do Ato I)
-       Há números/sinais especiais que marcam o tempo: o número 7; o número 3; a sexta-feira (cenas V, X, XIV, do ato I); a semana (intervalo entre Atos I e II); a noite v/s  o dia.

Ø LINGUAGEM  
- Marcada pelo uso do falar «natural e corrente», adequado, todavia, ao estatuto das personagens:
  • Vocabulário sóbrio, mas simples, não «pomposo» ou artificial;
  • Frases curtas – “Tens, filha” / “Não, Maria”; 
  • Expressões próprias do oral -“Está bom”; “Não: credo!” “Queres lá tu saber” “Bonito!” “Louquinha!” “Ora Deus to pague!”
  •  Repetições: “Veem, veem?” / “Não é isso, não é isso”
  • Suspensões/hesitações próximas da nossa forma de falar, traduzidas pelas reticências; expressam emoção, dúvida; muitas vezes associadas a repetições, a frases deixadas por acabar, a interjeições:
     …é que vos tenho lido nos olhos…Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!...e nas estrelas também – e sei coisas 


Os atores Raul de Carvalho (1901-1984) e Maria Dulce (1936-2010), 
como Manuel de Sousa e Maria de Noronha
-       Emotividade – traduzida por:

o   vocabulário, nomeadamente vocábulos relacionados com emoções, sentimentos (amor, desgraça, coração, suspirar...) e as interjeiçõesAh! Oh!  Credo  
o   pontuação : para além das reticências, as interrogações, as frases exclamativas: - A mãe já não chora, não? Já não se enfada comigo?    

-       Familiaridade -  o registo de língua dominante adequa-se à situação íntima, de diálogo afectivo entre os membros da família (incluindo Telmo):  ”Esposo da minha alma” “meu Telmo”, “Meu querido pai”, ”Ora pois, mana, ora pois!”

CINEMA PORTUGUÊS - "FREI LUÍS DE SOUSA"




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Não Finitas (revisões)

Pintura de João Vieira , ´Sem título´, Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), Lisboa

Na sequência da aula de preparação para exame para superação das dificuldades detetadas (consultar as definições e os vários exemplos que registámos), fica a síntese informativa.
As não finitas podem ser:
  • infinitivas 
  • gerundivas 
  • participiais.
Assim:
«Na Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário – TLEBS [...], a designação «não finita» significa que a forma verbal a usar numa frase assim classificada pertence às antigamente chamadas «formas nominais» do verbo. 
É o caso de uma frase de infinitivo (flexionado e não flexionado), de uma frase gerundiva e de uma frase participial.

Seguem-se exemplos de cada tipo de oração não finita:
1. Frase não finita de infinitivo: «Lamento ter insultado o Pedro» (infinitivo não flexionado) e             «Lamento teres insultado o Pedro» (infinitivo flexionado).
2. Frase não finita gerundiva: «Vendendo o carro, perco a minha autonomia.»
3. Frase não finita participial: «Acabado o discurso, todos o aplaudiram.»

A terminologia tradicional usa também o termo «orações reduzidas» para designar este tipo de frases [...]. As orações não finitas contrapõem-se às finitas, que têm formas verbais finitas (por exemplo, as do indicativo ou as do conjuntivo).»

OUTROS EXEMPLOS DE NÃO FINITAS:
Infinitiva :  Os alunos foram elogiados por terem bom comportamento .   OU
                    Os alunos, por terem bom comportamento, foram elogiados.
                    Gostamos de morar aqui por ser calmo.
(ex. de subordinada adverbial causal)

Gerundiva : Chegando o Carnaval, os alunos só pensam nas máscaras. OU
                      Os alunos só pensam nas máscarasc chegando o Carnaval. OU
                      Os alunos, chegando o Carnaval, só pensam nas máscaras.
(ex. de subordinada adverbial temporal)

Participial : Nós, acabado o trabalho de Português, vamos logo para casa. OU
                     Acabado o trabalho de Português, nós vamos logo para casa.
(ex. de subordinada adverbial temporal)
FUNÇÃO SINTÁTICA
«As subordinadas adverbiais desempenham a função sintática de modificador e, por essa razão, são móveis dentro da estrutura frásica à semelhança do comportamento sintático dos advérbios com função de modificador. 
As orações subordinadas adverbiais, sempre que antecedem a oração principal, são isoladas por vírgulas.» 
(Ciberdúvidas)