quinta-feira, 4 de maio de 2017

Porto - guia de visita II

Dia 2
9h15
10 - Igreja e Torre dos Clérigos ex-líbris da cidade. Num total de 202 candidaturas,o conjunto Igreja e Torre dos Clérigos, recentemente restaurados, é um dos vencedores do Prémio Europa Nostra 2017.  Edificação do século XVIII, de inspiração barroca, obra do famoso arquiteto italiano Nicolau Nasoni. A Igreja e a Torre estão unidas pela Casa da Irmandade que, desde 2014, alberga um Museu.
A torre tem mais de 75m de altura: 225 degraus levam ao topo, com uma vista sobre a cidade numa perspetiva a 360°; em épocas especiais, a torre abre as portas até às 23h00. A Igreja dos Clérigos, terminada em 1749, foi a primeira igreja em Portugal com planta em forma de elipse. Tem dois órgãos de tubos ibéricos ou "à portuguesa".

9h30

11 - Livraria Lello - projeto do engenheiro Xavier Esteves, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios neogótico do Porto. Na fachada, a decoração com motivos vegetais, formas geométricas e a designação "Lello e Irmão", sob as janelas.

No interior, o escultor Romão Júnior esculpiu os  bustos dos escritores Antero de Quental, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro.

Os tetos trabalhados, o grande vitral com o monograma, a divisa da livraria "Decus in Labore" (dignidade no trabalho) e a escadaria de acesso ao primeiro piso são as marcas mais significativas.
 As escadarias da Lello também são conhecidas por terem sido a inspiração das escadas de Hogwarts nos livros de Harry Potter, já que J.K. Rowling morou na cidade do Porto. http://www.livrarialello.pt/  (Visita guiada).

12 - Praça de Gomes Teixeira - (eminente matemático e professor universitário) — popularmente conhecida por Praça dos Leões.
Reitoria da Universidade do Porto - Em estilo neoclássico, financiado com o Subsídio Literário imposto sobre o vinho, em 1803. O edifício rectangular apresenta semelhanças com o Hospital de Santo António. A partir de 1911 albergou a Faculdade de Ciências; atualmente está instalada neste edifício a Reitoria da Universidade do Porto e o Museu de História Natural da Universidade do Porto. O Museu de História Natural da Universidade do Porto compreende diferentes coleções dos núcleos museológicos da Faculdade de Ciências, nas áreas da Paleontologia e Mineralogia, Zoologia, Arqueologia e Etnografia.
13 - Cadeia da Relação foi um edifício concluído em 1796. A primeira planta é do engenheiro e arquiteto Eugénio dos Santos grande obreiro na reconstrução da Lisboa pombalina. O edifício só foi desativado em Abril de 1974, alguns dias depois da Revolução. A velha cadeia, que acolheu malfeitores como o Zé do Telhado, ladrões, vadios, revolucionários, mas também Camilo Castelo Branco que lhes iria escrever as estórias – em Memórias do Cárcere - e Ana Plácido, subsistiu cerca de duzentos anos em atividade, mantendo-se como exemplar único da arquitetura judicial-prisional.

 A última intervenção realizada no edifício deu-se em 2000, para ali instalar o Centro Português de Fotografia (CPF), com um premiado projeto dos arquitetos Eduardo Souto Moura e Humberto Vieira. Em janeiro de 2017 foi classificado como monumento nacional.
 14 - Casa Garrett - um frontispício assinala o prédio onde o escritor nasceu. Almeida Garrett é uma das personalidades mais homenageadas no Porto, como são exemplos  a estátua em lugar de destaque na Avenida dos Aliados e a biblioteca municipal com o seu nome, para além da toponímia. Foi um defensor das ideias liberais que o levaram ao exílio em Inglaterra, onde tomou contacto com os ideais românticos que caraterizam as suas obras literárias. Instalada a monarquia constitucional, que ajudou a construir, ocupou  importantes cargos políticos e diplomáticos e contribuiu decisivamente para a renovação teatro português.
15 - O conjunto constituído pela Igreja dos Carmelitas e pela Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo – foi classificado como Monumento Nacional em 2013.
A primeira é uma Igreja do séc XVII cuja fachada clássica data da década de cinquenta do séc. XVIII. A Igreja do Carmo, erguida entre 1756 e 1768, com um estilo entre o barroco e o neoclássico”, registou depois algumas alterações com o cunho de Nicolau Nasoni.
12h00
16 - A Casa da Música - é a principal sala de concertos do Porto. Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do Porto Capital Europeia da Cultura (Porto 2001), e a construção ficou concluída em 2005. A arquitetura do edifício foi aclamada internacionalmente e colocada ao nível dos melhores e mais belos edifícios do mundo dedicados à música. A construção do edifício colocou novos desafios à engenharia, devido à forma geométrica que o edifício tem e às condições acústicas criadas.http://www.casadamusica.com/ (Visita Guiada)
15h00
17 - O Museu de Serralves - é "o mais importante museu de arte contemporânea em Portugal, projetado pelo arquiteto Siza Vieira e situado nos espaços únicos da Fundação de Serralves, que incluem um Parque e uma moradia. Através da sua Coleção, de exposições temporárias, programas educativos, sessões públicas, espetáculos de música, dança e performance, da sua atividade editorial e de parcerias, a nível nacional e internacional, o Museu promove a fruição e a compreensão da arte e da cultura contemporâneas." https://www.serralves.pt/pt/museu/exposicoes/       (Visita guiada pelos professores)

O artista multidisciplinar francês Philippe Parreno é conhecido por interpretar o formato exposição como um trabalho total, constituído pelas diferentes peças, que assim se tornam momentos uma experiência global, mais do que um conjunto de peças distintas.
Exposição "A Time Coloured Space” [Um espaço da cor do tempo] é estruturada segundo o modelo matemático da fuga e concebida em torno da ideia de contraponto, ou ritournelle, um princípio segundo o qual uma determinada passagem é repetida em intervalos regulares numa peça ou arranjo musical, para dar significado à composição. …A exposição inclui alguns dos trabalhos mais emblemáticos de Parreno, desde os anos 1990 até à atualidade, assim como obras  concebidas especificamente para este espaço.
Através da sua prática artística, Parreno tem redefinido a experiência da exposição, explorando as possibilidades desta como um "objeto” coerente e um meio em si próprio, e não uma mera coleção de obras individuais. Para isso, Parreno concebe as suas exposições como um espaço com um guião, no qual se desenrolam eventos. Enquadrando-se no conceito filosófico de Gilles Deleuze expresso em Différence et répétition [Diferença e repetição] (1968), cada uma das treze salas da exposição é uma recorrência da anterior, diferenciando-se apenas pelas variações de cor e de disposição.  
Entre os trabalhos apresentados encontramos Speech Bubbles, balões de hélio com a forma de balões de fala da banda desenhada. A exposição inclui também Fraught Times: For Eleven Months of the Year it’s an Artwork and then December it’s Christmas (2008 -2016), uma série de esculturas em alumínio, moldadas como árvores de Natal. Também estarão expostos mais de 200 desenhos a tinta criados por Parreno entre 2012 e 2016, assim como o conjunto de serigrafias intitulado Fade To Black. O espaço será ainda pontuado por uma série de objetos de luz: AC/DC Snakes e Happy Ending. + Uma obra recentemente incorporada na Coleção - o  trabalho de luz Marquee (cluster) instalada no foyer do Auditório. 
18 - Parque de Serralves -  O Parque de Serralves é um espaço verde, com grande variedade botânica, que envolve o Museu de Arte Contemporânea e se estende por 18 hectares. 
Arte no Parque
Parque de vento opaco em seis dobras - coreana Haegue Yang (Seoul, 1971)
A obra é  uma estrutura viva que funde a aplicação construtiva e estética da matemática com os ciclos orgânicos e as transformações do mundo natural. Elementos sensoriais como o movimento do ar e do vento, uma constante nas instalações de Yang, estão presentes nos ventiladores eólicos de alumínio que encimam Parque de vento opaco em seis dobras. Inspirada pelas torres eólicas tradicionais usadas em edifícios no Golfo Pérsico e Árabe. O complexo de torres, tijolos, vegetação e vida selvagem, reforça a obra enquanto expressão de comunidades e das inter-relações exigidas pela coexistência numa era globalizada.
16h30-17h00 - Regresso a T. Vedras
20h00-20h30 - Chegada à HN.

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