sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

GERAÇÃO DE 70




Eça de Queirós, Jaime Batalha Reis, Antero de Quental e Oliveira Martins

Perfil de Eça de Queirós traçado por Jaime Batalha Reis

A Geração de 70 começou por ser constituída por um grupo de jovens intelectuais da última metade do século XIX, do qual fizeram parte alguns dos maiores vultos da literatura portuguesa, como Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Jaime Batalha Reis, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro.

Este grupo de jovens afirmou-se como elite intelectual entre 1865, em Coimbra, data da polémica desencadeada por um texto de Antero de Quental  contra Feliciano de Castilho (polémica conhecida pelo nome de “Bom Senso e Bom gosto”), e 1871, data das Conferências do Casino Lisbonense, em Lisboa.

Na década de 1870, Portugal vivia os efeitos das políticas do Fontismo (derivado do nome de Fontes Pereira de Melo) e da Regeneração (mudança e modernização do país através de uma política de grandes obras públicas).

A Geração de 70, claramente voltada para os valores da educação e da cultura, insurgiu-se contra o progresso predominantemente material e mercantilista das autoridades e de alguma élite social. 

Manifestando um grande descontentamento face à situação política, cultural e social do país, os membros da Geração de 70 defendiam uma maior abertura e receptividade de Portugal à cultura europeia e a grande urgência de uma reforma cultural no país.

Esta élite intelectual, que incluia escritores, historiadores, diplomatas, jornalistas,  tinha assimilado ideias inovadoras da cultura europeia, nomeadamente através de leituras de autores franceses e alemães e do conhecimento de movimentos revolucionários estrangeiros, como a Comuna de Paris (1871). Os jovens da Geração de 70 protagonizaram a vontade de mudança, de abertura e de modernização cultural, política, artística, educacional e social no nosso país, nomeadamente através da “Questão Coimbrã” e das Conferências do Casino.


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